Londres, 12 (AE-AP) - Os Estados Unidos apresentaram como prova da ligação de dois egípcios aos atentados à bomba ocorridos em duas embaixadas norte-americanas na áfrica evidências com as impressões digitais de ambos. Nesta segunda-feira (12), foi realizada a primeira audiência perante à corte britânica dos dois homens presos no domingo, em Londres. Ibrahim Hussein Abdel Hadi Eidarou, de 42 anos, e Adel Mohanned Abdul Almagid Bary, de 39, foram detidos com base numa ordem judicial de extradição emitida a pedido dos Estados Unidos. Arvinder Sambi, representante do governo norte-americano, disse que as impressões digitais de ambos foram encontradas em faxs reivindicando a responsabilidade dos atentados no Quênia e na Tanzânia, em 7 de agosto de 1998. "Um fax foi recebido numa loja em Londres e, o outro, enviado após a explosão das bombas para uma agência de correios", disse Sambi à Corte de Magistrados. Mais tarde, cópias dos dois faxs foram encontrados em escritórios do The Advice e Reform Council, supostamente fachadas da organização terrorista Al Qade em Londres. "As impressões de Eidarous foram identificadas nas reivindicações de responsabilidade e, antes disso, nas bombas. Já as de Bary foram encontradas nos faxs enviados", afirmou Sambi. A justiça britânica determinou que os dois egípcios deverão ficar presos sob custódia até a audiência marcada para a próxima semana. O chefe da magistratura, Graham Parkinson, concedeu uma semana para ter mais informações sobre as evidências colhidas pelos Estados Unidos. Parkinson está preocupado com a reclamação da advogada de Eidarou, Gareth Peirce, que seu cliente - que tinha sido liberado na sexta-feira após 10 meses de detenção pelas autoridades de imigração - era vítima de abuso de poder por parte dos Estados Unidos. Eidarous foi descrito como um antigo oficial do exército e Bary como um advogado que defendeu dissidentes egípcios. Os dois atentados simultâneos no Quênia e na Tanzânia mataram quase 224 pessoas, incluindo 12 norte-americanos, e ferindo mais de 5,4 mil pessoas. Osama Bib Laden é suspeito de ter financiado as duas operações terroristas. Cinco outros acusados dos atentados estão presos em Nova York.

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