Impressões digitais ligam 2 homens aos ataques das embaixadas
Londres, 12 (AE-AP) - Dois homens egípcios suspeitos de conspirar ao lado de Osama Bin Laden os atentados a bomba das duas embaixadas norte-americanas na áfrica foram levados hoje (12)a uma corte londrina. Os promotores alegam que há fortes evidências ligando suas impressões digitais aos ataques.
A Casa Branca prometeu perseguir todos os suspeitos dos ataques a bomba nas embaixadas americanas do Quênia e Tanzânia no dia 7 de agosto. Os ataques, que ocorreram quase simultaneamente, mataram 224 pessoas, incluindo 12 americanos e deixaram mais de 5.400 feridos.
"Nós continuamos vigilantes e preocupados com a ameaça que Osama bin Laden e sua rede representam aos americanos e às instituições americanas ao redor do mundo", disse em Washington o secretário de imprensa Joe Lockhart. "Nós vamos continuar a perseguir os responsáveis até que todos eles sejam julgados". Ibrahim Hussein Abdel Hadi Eidarous, de 42 anos, e Adel Abdel-Meguid Abdel-Bary, de 39, foram presos com mandados de extradição ontem em Londres, depois de um pedido feito pelos Estados Unidos.
Arvinder Sambi, representante do governo norte-americano no Serviço Real de Promotoria, disse que impressões digitais dos dois homens foram encontradas em faxes que assumiam a responsabilidades dos ataques.
Um fax foi recebido numa loja em Londres, e outro foi enviado através de um correio depois dos atentados, disse a representante durante a audiência na Corte dos Magistrados de Bow Street.
Originais dos faxes enviados, com as impressões dos homens, foram subsequentemente encontrados nos escritórios londrinos do Conselho da Reforma, supostamente um front da organização terrorista Al Qade, que significa "A liderança", disse ela.
Os dois homens ficarão detidos sob custódia aguardando uma nova audiência na semana que vem.
O juiz Graham Parkinson permitiu que eles fossem detidos por uma semana apenas, alegando que quer mais informações sobre as provas americanas.
O juiz disse estar preocupado com as afirmações da advogada de Eidarous, que foi solto na sexta-feira, depois de ser mantido preso durante 10 meses pelas autoridades de Imigração. Segundo ela, Eidarous teria sido vítima de abuso de poder por parte dos Estados Unidos.
Eidarous foi descrito como um ex-oficial do exército e Abdel-Bary como um advogado que trabalha com egípcios dissidentes.





