São Paulo - Um fragmento de impressão digital achado no vidro da porta dianteira direita do Uno usado pelos assassinos do juiz-corregedor de Presidente Prudente, Antônio José Machado Dias, é a prova definitiva contra os executores do magistrado. É nesse banco que estava o homem que atirou em Dias.
Análise feita pelos peritos do Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD) constatou que o fragmento corresponde à impressão digital do dedo anular direito de Reinaldo Teixeira dos Santos, de 24 anos, o Funchal, acusado de ser sequestrador e traficante de drogas. Funchal atuava nas favelas Vietnã e Funchal, na zona sul de São Paulo e na cidade de Itapevi, na Grande São Paulo.
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) descobriu que Funchal e o traficante de drogas Adilson Daghia, conhecido como Di ou Ferrugem, chegaram a um hotel na cidade de Regente Feijó no dia 12. Um dia depois, o terceiro executor, Ronaldo Dias, o Chocolate, hospedou-se no mesmo hotel.
No dia 14, os três saíram do hotel e rumaram para Prudente, onde executaram o juiz quando ele ia para casa. Eles abandonaram o Uno usado para fechar o Vectra do juiz e voltaram para São Paulo em um Gol.
Na volta, pararam em Itu, onde deixaram Funchal. Este foi apanhado por João Carlos Rangel Luisi, o Johnny, que está preso. Johnny delatou os comparsas e disse que o crime foi uma ordem do líder máximo do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola. Nenhum dos três executores está preso.

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