Imprensa inglesa critica a Federação
Londres, 19 (AE-Reuters) - Kevin Keegan deu nesta quinta- feira sua primeira entrevista como técnico da seleção inglesa. Ele prometeu "1000% de dedicação" ao trabalho, mas voltou a garantir que só ficará no cargo até junho. "Não existe nenhuma chance de mudar de idéia", garantiu o treinador. "Vou cumprir meu compromisso com a Federação Inglesa até junho e depois ficarei exclusivamente no Fullham."
A contratação de Keegan para dirigir a seleção em apenas quatro partidas foi criticada pela imprensa inglesa, que era favorável à escolha de um técnico definitivo para substituir Glenn Hoddle. "Isto parece o Atletico de Madrid", foi o título do The Times, numa alusão ao entra e sai de técnicos na seleção. Gleen Hoddle foi demitido no dia 4 de fevereiro, Howard Wilkinson dirigiu a equipe no amistoso contra a França e agora Keegan é contratado já com data marcada para dar lugar a outro treinador.
Como Keegan é apenas um técnico-interino, as especulações sobre o nome do próximo treinador recomeçaram. E, pela primeira vez na história do futebol inglês, cogita-se a possibilidade de o comando da seleção ser entregue a um estrangeiro. A lista de possíveis candidatos, segundo a imprensa inglesa, é extensa: os holandeses Johan Cruyff, Louis Van Gaal e Guus Hiddink, os italianos Fabio Capello e Arrigo Sacchi, o francês Arsene Wenger e o sueco Sven Goran Eriksson.
Keegan comandará a seleção pela primeira vez no dia 27 de março, contra a Polônia, em Wembley, pelas Eliminatórias para a Eurocopa/2000. Ele terá seis dias de trabalho com os convocados antes da partida. "Vou me dedicar 1000% à seleção nesses quatro jogos." O treinador defendeu os dirigentes da Federação Inglesa. "Comigo no cargo, eles terão tempo suficiente para encontrar o treinador ideal para a seleção. É mais fácil fazer isso em três meses do que em três dias."





