São Paulo - O publicitário foi sequestrado na noite de 11 de dezembro, quando deixava a agência W/Brasil, de sua propriedade, e retornava para casa. O carro foi interceptado por homens vestindo coletes da Polícia Federal. Durante os 53 dias de sequestro, a quadrilha teria mantido apenas três contatos com a família, que pediu para que imprensa e polícia ficassem de fora do caso.
O primeiro contato teria sido feito uma semana depois do sequestro, quando um entregador de uma floricultura levou um buquê com um bilhete de apenas cinco linhas em letras de computador. ‘‘Estamos com o Olivetto, o tempo que ele vai permanecer com a gente depende de vocês.’’
Parentes contrataram uma empresa britânica, especializada em gerenciamento de crises. As negociações para o pagamento do resgate começaram quase uma semana depois do sequestro. A quadrilha pediu US$ 10 milhões, mas na semana passada, as partes estavam discutindo um novo valor. Os sequestradores mandaram a família de Olivetto publicar anúncios num jornal do Rio e em outro de São Paulo dizendo que concordavam com o valor estipulado. O publicitário foi libertado no dia da publicação do anúncio.
Ontem à tarde, o publicitário Washington Olivetto apareceu na sacada de seu apartamento, uma cobertura na Alameda Franca, bairro dos Jardins, zona nobre da cidade de São Paulo. A aparição de Olivetto na sacada da residência foi um pedido dos jornalistas. O publicitário está bem e, segundo o jornalista Juca Kfoury, amigo de Olivetto, está falando sem parar. ‘‘Ele não dormiu todo esse tempo. Como o homem, que é um alto falante, ficou 53 dias sem conversar, agora ele não para mais’’. Kfoury informou que Olivetto deverá falar com a imprensa sobre o sequestro apenas na quinta-feira.

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