Rio, 13 (AE) - O diretor-gerente de Previdência do Itaú, Osvaldo do Nascimento, disse que "a grande alavanca dos planos de previdência privada é a postergação do Imposto de Renda". O participante pode deduzir da declaração de rendimentos as contribuições até o limite de 12% de sua renda bruta No ato do resgate, o IR é cobrado. "Em alguns casos não depende da situação fiscal do beneficiário", disse o executivo.
Entre os planos oferecidos, um se está destacando: o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL), que paga 100% do que render, mas não tem garantia de rendimento mínimo. Nesse plano as parcelas são flexíveis, ou seja, o participante pode pagar quanto quiser no mês ou suspender temporariamente a contribuição.
O dinheiro é aplicado em Fundos de Investimento Financeiro Exclusivos (Fife), com rentabilidade publicada diariamente, e pode ser transferido de uma entidade para outra sem tributação, o que acirra a concorrência. O participante escolhe se quer uma aplicação mais moderada ou agressiva. Não há cobrança de IR sobre rendimentos e o imposto sobre contribuições é diferido. A carência inicial e entre resgates é de 60 dias.
A Icatu Hartford vai lançar a versão cambial do PGBL em dezembro para empresas e em janeiro estende todos os seus planos às pessoas físicas. O plano mais comum atualmente é o individual com garantia. A administradora paga o IGP-M mais 6% ao ano. Da rentabilidade que exceder essa fatia garantida, o beneficiário embolsa 50% a 75%. Se o participante quiser agregar o direito de renda por invalidez, pecúlio ou pensão, paga contribuições relativas a cada item, além da taxa de administração.
Para agregar benefício de pensão em caso de morte, renda por invalidez e pecúlio, são pagas contribuições relativas a cada item. Há ainda a opção do Fundo de Aposentadoria Programada Individual (Fapi), um plano parecido com o PGBL, mas com a diferença de ter uma tributação sobre os ganhos.

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