São Paulo, 04 (AE) - A presidência da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) acredita que a internacionalização dos mercados agrícolas, aprovada na última reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), vai alavancar os futuros de agrícolas. Esse é um pedido antigo da BM&F ao Banco Central e o presidente da bolsa, Manoel Félix Cintra Neto, explica que o fato de grande parte da produção agrícola brasileira ter como destino o Exterior sempre motivou um interesse desses compradores em fazer hegde no Brasil. "Esse é o caso do café, por exemplo, setor onde o Brasil é o maior exportador mundial. Os compradores são hoje obrigados a fazerem hedge em Nova York, em contratos que consideram o café da Colômbia", diz Cintra Neto.
Um exemplo citado pela diretoria da Bolsa foi o caso do torrefador que quer fazer uma segurança de preço contra uma geada no Brasil e acaba fazendo uma operação de hedge em Nova York. "Agora esse comprador poderá fazer um hegde perfeito", diz Cintra Neto. Hoje o mercado de café tem cerca de 5.500 contratos em aberto (500 mil sacas) e gira por volta de 2000 contratos dia.
O diretor da Hedging-Griffo, André Luiz de Santos Freitas, explica que o volume financeiro diário do mercado de Bolsa de Nova York (CSCE) é cerca de cinco vezes maior do que na BM&F. Ele afirma que com a internacionalização os investidores devem também fazer operações de arbitragem entre os dois mercados, o que também deve aumentar do contrato no Brasil.

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