Importado mais caro anima Perdigão
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domingo, 12 de setembro de 1999
Por Rosangela Capozoli 
Rio, 13 (AE) - A Perdigão, uma das maiores empresas de alimentos do País, prevê para este ano um Natal bem mais gordo que em 1998, por conta dos autos preços dos importados. "O consumidor vai preferir produtos nacionais, alavancando as vendas das empresas" afirma Ricardo Menezes diretor de Relações Institucionais. Só na Linha Festa - tender, presunto e pernil - os negócios deverão crescer 20% em comparação ao mesmo período do ano passado, somando 1.000 toneladas. Quanto ao chester, deverão ser vendidas 5,5 milhões de unidades, o que equivale a uma evolução de 10% em relação ao volume comercializado em 1998. "A empresa está desembolsando R$ 2 milhões em marketing para divulgação dos produtos natalinos" afirma. No ano passado a cifra foi de R$ 1,5 milhão.
Os investimentos não param aí. Para lançar 16 novos produtos na 33ª Abras 99, a Perdigão desembolsou mais R$ 8 milhões dos quais 50% destinados aos produtos industrializados e a outra metade a linha de pratos prontos. Com isso, a Perdigão, que detém 31,7% do mercado de pratos prontos, quer ganhar mais 20% do segmento e agregar mais 10% ao 23,8% já conquistados no setor de industrializados.
A Perdigão quer encerrar o ano colocando nas gôndolas dos supermercados 42 novos produtos, diversificando ainda mais seu mix, que soma hoje 300 produtos. No ano passado foram feitos 24 lançamentos.
Entre os produtos destacam-se a panqueca à bolonhesa, peito de chester à parmegiana, lasanha à bolonhesa da Turma da Mônica, entre outros. A Perdigão faturou R$ 814 milhões no primeiro semestre e estima para o ano uma receita da ordem de R$ 1,6 bilhão ante os R$ 1,4 bilhão faturados no ano passado. Deste total, cerca de US$ 300 milhões serão provenientes das exportações.


