Importação está praticamente paralisada, diz analista
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 1999
Por José Antônio Rodrigues 
São Paulo, 26 (AE) - Há grande preocupação no mercado importador com a falta de negócios. As importações estão praticamente paralisadas. A previsão do presidente da Aduaneiras
empresa de informações especializada em comércio exterior, Carlos Sérgio Serra, é de que há uma queda superior a 60% no volume importado. "O risco é de isso provocar, mais à frente, uma crise no abastecimento interno de matérias-primas e de bens de consumo", disse ele.
Entre os exportadores, disse Serra, o que se ouve é que ninguém consegue fechar Adiantamentos de Contratos de Câmbio (ACC) a mais de R$ 1,65 ou R$ 1,70 por dólar. Analistas e operadores do mercado acreditam que enquanto perdurarem as distorções das cotações para importadores e exportadores e não houver um ponto de equilíbrio, a situação não vai mudar. Para um operador do mercado exportador, por exemplo, o que está acontecendo é que, com a falta de liquidez, "os bancos estão extremamente seletivos e só concedem crédito a exportadores tradicionais, com cadastro impecável e clientela conhecida".
Já os importadores, além de pagarem suas compras na moeda contratada, têm de recolher o imposto de importação (II) pelo dólar fiscal, cotado pela taxa média do dólar (ptax) do dia anterior. Ontem, por exemplo, os impostos recolhidos pelos importadores foram cotados com o dólar a R$ 2,0033. Hoje, serão pelo ptax de ontem, R$ 2,0351 por dólar (mais 1,58%). "Mesmo para as empresas que têm facilidade para importar, como as que compram das suas matrizes, o pagamento do II pesa demais", observa um analista.


