Outra maneira de ter de volta os cabelos é com o transplante capilar. Mas, apesar do aspecto natural da técnica mais moderna, chamada ''fio a fio'', a possibilidade cirúrgica também tem suas limitações.
A evolução do transplante capilar começou com o uso de rotação de retalhos da lateral da cabeça para o topo, chamada técnica de Juri (cirurgião plástico argentino). Posteriormente surgiu a técnica dos ''punchs'', em que se retirava da região posterior da cabeça alguns retalhos circulares (tufos de 20 a 30 cabelos). Porém, o implante ficava com aspecto de cabelo de boneca.
Com a técnica ''fio a fio'' são usados os fios da parte posterior da cabeça, onde o bulbo piloso é maior, enxertados um a um na área receptora. O procedimento demanda anestesia local e sedação, e resulta em uma cicatriz ''delicada'' no local onde foi retirado o pedaço de pele com o cabelo. ''O temor maior é se o resultado será natural'', comenta o especialista Murilo Caldeira, de São Paulo.
A principal limitação do procedimento, segundo o cirurgião plástico Romualdo Froes, de Londrina, é que a área doadora de cabelo muitas vezes não tem fios suficientes para suprir a área receptora. ''Por isso, não compensa fazer (o transplante) em casos de calvície severa, mas compensa quando o grau é inicial'', aponta.
Outro fator limitante da técnica é a vascularização do local. O cirurgião explica que por isso não se pode falar em fazer apenas uma cirurgia. ''Não é possível implantar mais que um certo volume de fios de uma só vez com segurança, para não comprometer (a 'saúde') dos que já estão lá'', explica.
Segundo o dermatologista Ricardo Pasello, é interessante fazer o tratamento medicamentoso junto com o implante. ''(Os tratamentos) podem ser feitos em conjunto. O medicamento faz o fio nascer viável e saudável para ser transplantado'', afirma Pasello.
Isso ajuda a evitar também que aparecem outros locais sem cabelo, já que com a evolução da patologia eles vão continuar a cair. ''Fazer um transplante capilar resgata a auto-estima'', afirma Caldeira.
A técnica ''fio a fio'' tem ainda outras aplicações, como implante de supercílio (sombrancelha) e bigode. Hoje, segundo Froes, já há pesquisas com células-tronco que buscam uma melhor qualidade dos fios implantados. (C.P.)

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