Brasília, 19 (AE) - O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Martus Tavares, informou no início da tarde que o governo mantém a decisão de cortar R$ 1,2 bilhão do orçamento até que seja concluída a votação, pelo Congresso Nacional, da proposta de emenda constitucional que institui a cobrança da contribuição previdenciária dos servidores públicos inativos. Ao mesmo tempo, o ministro confirmou o que haviam dito ontem à noite os líderes do PSDB na Câmara e do Governo no Congresso, respectivamente deputado Aécio Neves (MG) e deputado Arthur Virgílio (PSDB-AM) - de que a aprovação da emenda permitirá ao governo rever o corte do orçamento. Mas Martus Tavares fez a ressalva: "Apesar da sinalização favorável de que a emenda será aprovada, por enquanto eu não posso contar com essa receita (da contribuição dos inativos)", ressalvou Martus Tavares, ao sair do Centro de Treinamento do Banco d o Brasil, em Brasília, onde o presidente Fernando Henrique Cardoso teve um encontro com os gerentes dos vários programas do "Avança, Brasil".
O ministro acrescentou: "O governo está aberto para discutir qualquer coisa com o Congresso, desde que seja cumprida a meta do superávit primário". Ele explicou que, depois de aprovada a emenda e assegurado o cumprimento da meta de um superávit primário de 2,5% do PIB, o governo recompõe os recursos cortados do Orçamento.

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