Londrina – A suspensão de novos atendimentos a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Ortopédico completa hoje uma semana. A medida foi adotada pela da falta de acordo contratual com o município. Enquanto a direção do órgão privado cobrava reajuste de 30% do repasse, a Prefeitura de Londrina oferecia a metade do atual contrato, de R$ 200 mil por mês, pela realização de 4,2 mil procedimentos e 90 cirurgias.
A suspensão não refletiu em aumento da demanda nos dois maiores hospitais filantrópicos de Londrina. A Santa Casa continua atendendo número limitado de casos de alta complexidade, devido à falta de ortopedistas. O Hospital Evangélico registrou ligeiro aumento da demanda no início da semana, situação normalizada com o decorrer dos dias.
Nos hospitais públicos, a superlotação continua rotineira. O pronto-socorro do Hospital Universitário (HU) estava lotado. No Hospital da Zona Sul os atendimentos estavam restritos aos casos de urgência, emergência e pediátricos. A direção do órgão não vinculava a superlotação à suspensão do atendimento do Ortopédico.
Na sala de espera, uma paciente esperava atendimento ortopédico. A cozinheira Rosilei Marcondes sofria com dor no tornozelo. "Torci há um mês quando voltava para o sítio onde moro, mas a dor continua. Meu está está cada vez mais inchado e dolorido", queixou-se.
A Secretaria Municipal de Saúde não registrou outros problemas. "Fizemos uma nova proposta que se adequa à capacidade de atendimento do hospital. Há uma redução de 25% do valor anterior, com cláusulas e metas específicas", revelou o secretário municipal de Saúde, Francisco Eugênio de Souza. A assessoria de imprensa do Ortopédico nega o recebimento da oferta.
A FOLHA não conseguiu contato com o promotor de Saúde Pública, Paulo Tavares.

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