Impasse na saúde está perto do fim
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Caroline Vicentini<br>Reportagem Local 
Londrina - A suspensão do atendimento dos prontos-socorros nos hospitais filantrópicos de Londrina conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS) - que entra em seu sexto dia - pode chegar ao fim. O Município de Londrina e a Autarquia Municipal de Saúde aceitaram, na tarde de ontem, boa parte da contraproposta apresentada pelos corpos clínicos e direção dos hospitais Santa Casa, Evangélico, Instituto do Câncer e Infantil.
Em documento assinado pelo prefeito em exercício, José Joaquim Martins Ribeiro, e apresentado à direção dos hospitais an Câmara de Vereadores, o Município informa que efetuou ontem, 24 horas antes do estipulado pela Lei Municipal nº 10.804/2009, os R$ 566 mil da primeira parcela relativa aos valores atrasados nos repasses por plantões a distância e presenciais.
O Município também se comprometeu a quitar as demais competências conforme o estabelecido na contraproposta. E aprovou o estabelecimento de um cronograma para pagamento dos valores referentes às Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs) e demais atendimentos hospitalares já realizados, represados e os que se encontram em atraso. Também se compromete a cumprir as condições, valores e prazos estabelecidos nos contratos em vigor, tanto em relação ao hospital quanto aos médicos.
A única ressalva refere-se à implantação de novos valores do Plano Operativo Anual (POA), através de aditivo contratual, para evitar novas interrupções nos serviços. Alegando impossibilidade financeira, o Município informa que não poderia manter o contrato atual, ressaltando, todavia, a possibilidade de, quando da celebração do novo contrato específico para os plantões a distância, a ser acordado entre as partes, estuda-se a possibilidade de remunerar os serviços prestados a partir da data do retorno dos serviços ora suspensos.
Segundo o secretário de Gestão Pública, Marcos Cito, o Município garante o pagamento dos dias trabalhados mesmo não havendo contrato entre as partes. A Prefeitura defende que no novo contrato seja revisto, possivelmente para menos, o número de especialidades atendidas pelos plantões à distância, acrescentou Cito. Atualmente, são 37 especialidades.
Representando a direção dos hospitais, o diretor clínico do Hospital Evangélico, Luiz Soares Koury, afirmou que pela primeira vez a Prefeitura sinalizou um acordo para pôr fim à paralisação dos médicos plantonistas. Agora percebemos a possibilidade de obter uma negociação que satisfaça todas as partes envolvidas. Agora há apenas um item a ser discutido, com critérios éticos e técnicos a serem respeitados, apontou.
De acordo com Koury, os corpos clínicos dos hospitais reúnem-se às 11 horas em assembleias para decidir se acatam ou não a proposta do Município. A volta ao trabalho aconteceria após a convocação dos profissionais e as escalas de plantão refeitas.
Os médicos decidiram paralisar suas atividades na última sexta-feira em função do atraso no pagamento do incentivo municipal aos plantonistas. A Prefeitura suspendeu o pagamento em julho alegando que o incentivo (R$ 160,00 de sobreaviso para o período de 24 horas, mais R$ 60,00 pela consulta), viabilizado com recursos dos SUS, é ilegal.
EXIGÊNCIAS DOS MÉDICOS
- O pagamento dos valores relativos aos incentivos (plantões presenciais e sobreaviso) referentes ao mês de julho de 2009, na forma de lei aprovada pelos vereadores na última sexta-feira, em até 72 horas após a publicação.
- As outras cinco parcelas devem ser pagas a partir de 16 de de dezembro
- Estabelecimento de um cronograma para pagamento dos valores referentes às Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs) e demais atendimentos hospitalares já realizados, represados e os que se encontram em atraso;
- Cumprimento, pelo gestor municipal, das condições, valores e prazos estabelecidos nos contratos em vigor, tanto em relação ao hospital quanto aos médicos
- Implantação de novos valores do Plano Operativo Anual (POA), através de aditivo contratual, a partir de janeiro de 2010, a fim de se evitar novas interrupções nos serviços.


