Lon­dri­na - A sus­pen­são do aten­di­men­to dos pron­tos-so­cor­ros nos hos­pi­tais fi­lan­tró­pi­cos de Lon­dri­na con­ve­nia­dos ao Sis­te­ma Úni­co de Saú­de (SUS) - que en­tra em seu sex­to dia - po­de che­gar ao fim. O Mu­ni­cí­pio de Lon­dri­na e a Au­tar­quia Mu­ni­ci­pal de Saú­de acei­ta­ram, na tar­de de on­tem, boa par­te da con­tra­pro­pos­ta apre­sen­ta­da pe­los cor­pos clí­ni­cos e di­re­ção dos hos­pi­tais San­ta Ca­sa, Evan­gé­li­co, Ins­ti­tu­to do Cân­cer e In­fan­til.
  Em do­cu­men­to as­si­na­do pe­lo pre­fei­to em exer­cí­cio, Jo­sé Joa­quim Mar­tins Ri­bei­ro, e apre­sen­ta­do à di­re­ção dos hos­pi­tais an Câ­ma­ra de Ve­rea­do­res, o Mu­ni­cí­pio in­for­ma que efe­tuou on­tem, 24 ho­ras an­tes do es­ti­pu­la­do pe­la Lei Mu­ni­ci­pal nº 10.804/2009, os R$ 566 mil da pri­mei­ra par­ce­la re­la­ti­va aos va­lo­res atra­sa­dos nos re­pas­ses por plan­tões a dis­tân­cia e pre­sen­ciais.
  O Mu­ni­cí­pio tam­bém se com­pro­me­teu a qui­tar as de­mais com­pe­tên­cias con­for­me o es­ta­be­le­ci­do na con­tra­pro­pos­ta. E apro­vou o es­ta­be­le­ci­men­to de um cro­no­gra­ma pa­ra pa­ga­men­to dos va­lo­res re­fe­ren­tes às Au­to­ri­za­ções de In­ter­na­ção Hos­pi­ta­lar (­AIHs) e de­mais aten­di­men­tos hos­pi­ta­la­res já rea­li­za­dos, re­pre­sa­dos e os que se en­con­tram em atra­so. Tam­bém se com­pro­me­te a cum­prir as con­di­ções, va­lo­res e pra­zos es­ta­be­le­ci­dos nos con­tra­tos em vi­gor, tan­to em re­la­ção ao hos­pi­tal quan­to aos mé­di­cos.
  A úni­ca res­sal­va re­fe­re-se à im­plan­ta­ção de no­vos va­lo­res do Pla­no Ope­ra­ti­vo ­Anual (POA), atra­vés de adi­ti­vo con­tra­tual, pa­ra evi­tar no­vas in­ter­rup­ções nos ser­vi­ços. Ale­gan­do im­pos­si­bi­li­da­de fi­nan­cei­ra, o Mu­ni­cí­pio in­for­ma que não po­de­ria man­ter o con­tra­to ­atual, res­sal­tan­do, to­da­via, a pos­si­bi­li­da­de de, ‘‘quan­do da ce­le­bra­ção do no­vo con­tra­to es­pe­cí­fi­co pa­ra os plan­tões a dis­tân­cia, a ser acor­da­do en­tre as par­tes, es­tu­da-se a pos­si­bi­li­da­de de re­mu­ne­rar os ser­vi­ços pres­ta­dos a par­tir da da­ta do re­tor­no dos ser­vi­ços ora ­suspensos’’.
  Se­gun­do o se­cre­tá­rio de Ges­tão Pú­bli­ca, Mar­cos Ci­to, o Mu­ni­cí­pio ga­ran­te o pa­ga­men­to dos ­dias tra­ba­lha­dos mes­mo não ha­ven­do con­tra­to en­tre as par­tes. ‘‘A Pre­fei­tu­ra de­fen­de que no no­vo con­tra­to se­ja re­vis­to, pos­si­vel­men­te pa­ra me­nos, o nú­me­ro de es­pe­cia­li­da­des aten­di­das pe­los plan­tões à ­distância’’, acres­cen­tou Ci­to. Atual­men­te, são 37 es­pe­cia­li­da­des.
  Re­pre­sen­tan­do a di­re­ção dos hos­pi­tais, o di­re­tor clí­ni­co do Hos­pi­tal Evan­gé­li­co, ­Luiz Soa­res ­Koury, afir­mou que pe­la pri­mei­ra vez a Pre­fei­tu­ra si­na­li­zou um acor­do pa­ra pôr fim à pa­ra­li­sa­ção dos mé­di­cos plan­to­nis­tas. ‘‘Ago­ra per­ce­be­mos a pos­si­bi­li­da­de de ob­ter uma ne­go­cia­ção que sa­tis­fa­ça to­das as par­tes en­vol­vi­das. Ago­ra há ape­nas um ­item a ser dis­cu­ti­do, com cri­té­rios éti­cos e téc­ni­cos a se­rem ­respeitados’’, apon­tou.
  De acor­do com ­Koury, os cor­pos clí­ni­cos dos hos­pi­tais reú­nem-se às 11 ho­ras em as­sem­bleias pa­ra de­ci­dir se aca­tam ou não a pro­pos­ta do Mu­ni­cí­pio. A vol­ta ao tra­ba­lho acon­te­ce­ria ­após a con­vo­ca­ção dos pro­fis­sio­nais e as es­ca­las de plan­tão re­fei­tas.
  Os mé­di­cos de­ci­di­ram pa­ra­li­sar ­suas ati­vi­da­des na úl­ti­ma sex­ta-fei­ra em fun­ção do atra­so no pa­ga­men­to do in­cen­ti­vo mu­ni­ci­pal aos plan­to­nis­tas. A Pre­fei­tu­ra sus­pen­deu o pa­ga­men­to em ju­lho ale­gan­do que o in­cen­ti­vo (R$ 160,00 de so­brea­vi­so pa­ra o pe­río­do de 24 ho­ras, ­mais R$ 60,00 pe­la con­sul­ta), via­bi­li­za­do com re­cur­sos dos SUS, é ile­gal.





EXIGÊNCIAS DOS MÉDICOS

- O pagamento dos valores relativos aos incentivos (plantões presenciais e sobreaviso) referentes ao mês de julho de 2009, na forma de lei aprovada pelos vereadores na última sexta-feira, em até 72 horas após a publicação.

- As outras cinco parcelas devem ser pagas a partir de 16 de de dezembro

- Estabelecimento de um cronograma para pagamento dos valores referentes às Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs) e demais atendimentos hospitalares já realizados, represados e os que se encontram em atraso;

- Cumprimento, pelo gestor municipal, das condições, valores e prazos estabelecidos nos contratos em vigor, tanto em relação ao hospital quanto aos médicos

- Implantação de novos valores do Plano Operativo Anual (POA), através de aditivo contratual, a partir de janeiro de 2010, a fim de se evitar novas interrupções nos serviços.

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