Impasse da água pode comprometer sistema em Maringá
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terça-feira, 24 de agosto de 2010
Eli Araujo<br> Reportagem local 
Maringá - O impasse gerado pelo fim do contrato entre a Prefeitura de Maringá e a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) pode se prolongar de forma indefinida, com o risco de levar o sistema ao sucateamento. A análise é do vereador Mário Verri (PT), que presidiu a comissão da Câmara de Vereadores para estudar a questão da água na cidade.
O contrato de concessão entre a Prefeitura e a Sanepar vence depois de amanhã, dia 27, e está causando uma briga judicial entre as partes. A Sanepar considera válido o aditivo contratual firmado pelo então prefeito Said Ferreira, em 1996, prorrogando a concessão por mais 30 anos; e a prefeitura entende que o aditivo não tem validade por ter sido assinado sem conhecimento da Câmara.
O presidente da comissão das águas diz que a situação é bastante complexa e que não pode ser avaliada de forma simplista. Para ele, devem ser considerados os investimentos que a Sanepar fez na cidade e levar em conta os contratos que ainda estão em vigência neste sentido. ''Não é tão simples sair a Sanepar e entrar o município. Se esta briga demorar 10 anos, por exemplo, a Prefeitura corre o risco de receber todo o sistema sucateado'', pondera.
O vereador aponta que a melhor alternativa seria a realização de uma audiência pública, com ampla participação da sociedade, para debater o assunto. ''O que está faltando é jogo político, é bom senso por parte da administração para que tudo isto se revolva da melhor maneira possível''.


