Impacto é na comunicação e na qualidade de vida
Mesmo uma perda leve de audição já tem repercussão na comunicação, principalmente em ambientes ruidosos. O impacto é na qualidade de vida - primeiro com a recusa do idoso de fazer determinadas atividades em que é necessário se comunicar, até chegar ao isolamento social. ''E uma característica é que, embora a pessoa tenha perda auditiva, não gosta de ambientes ruidosos, pois o som alto passa a incomodar'', ressalta a fonoaudióloga Luciana Marchiori, professora da Unopar.
O ideal, segundo a fonoaudióloga e as formandas Carolina Meneses e Mariana Peretti Mário, autoras do estudo, é adotar tanto medidas preventivas, para evitar a perda auditiva, quanto medidas de detecção precoce do problema.
A prevenção começa por evitar aqueles fatores de risco e a exposição a ruídos intensos. Neste último quesito elas chamam a atenção para o uso de fones de ouvido, principalmente entre adolescentes. ''No caso dos fones não há nem a atenuação do ambiente. O som alto incide direto no aparelho auditivo'', alertam.
Após os 40 anos de idade também é recomendável passar por exames auditivos periódicos. ''É importante saber como está a audição e receber aconselhamento otorrinolaringológico e fonoaudiológico'', aponta a fonoaudióloga.
O uso de próteses, a opção para tratar o problema, depende de quanto há de perda e de que tipo ela é, mas, de maneira geral, ''se consegue melhora na qualidade de vida''. ''Se detectada no início, e tratadas as causas, a perda pode ser estabilizada'', ressalta Luciana. (C.P.)





