Impacto do vazamento no meio ambiente ainda não foi avaliado; alimentos contaminados podem causar câncer8/Mar, 17:55 Por Carlos Mendes, especial para a AE Belém, 08 (AE) - O impacto provocado no meio ambiente pelo vazamento de óleo da balsa Miss Rondônia, no Rio Pará, só será avaliado depois que os mergulhadores retirarem todo o combustível que ainda estaria retido na barreira de contenção construída em torno do local onde a embarcação esteve fundeada durante 33 dias. A Texaco não tem condições de estimar a quantidade de óleo existente no local. A operação deve ser concluída amanhã 909). Os mergulhadores utilizam aspiradores e mantas para recolher o óleo que vazou. De acordo com especialistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), de Brasília, o material do tipo baixo poder de fluidez (BPF) é altamente tóxico e pode provocar câncer em quem ingerir alimentos ou água por ele contaminados. Somente na região de Barcarena e Abaetetuba, banhadas pelo Rio Pará, há cerca de seis mil famílias de pescadores e ribeirinhos. Eles vivem da pesca de peixes e camarões e também da comercialização de frutas como açaí, cupuaçu, bacuri e abacaxi, cujas plantações são abundantes nas margens dos rios da região.

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