Impacto de combustíveis na inflação preocupa menos equipe econômica
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 21 de março de 2000
Por Alberto Fernandes 
Brasília, 22 (AE) - Os temores de um eventual repique inflacionário causado pelo aumento de combustíveis que pudesse comprometer o cumprimento das metas trimestrais acertadas com o FMI estão se mostrando infundados até agora, na avaliação de técnicos da equipe econômica.
O principal dado neste sentido é a prévia do IPC da Fipe para a segunda semana de março, que mostra que o reajuste teve um impacto de apenas 0,08 ponto percentual. O número não reflete o impacto total do reajuste porque inclui duas semanas de fevereiro anteriores ao aumento, mas mostra um comportamento considerado animador pelos técnicos.
Os especialistas dizem que os aumentos para combustíveis tendem a sofrer uma certa reversão após o anúncio inicial. Os reajustes são maiores inicialmente e depois caem por causa da concorrência e, no caso de São Paulo, também em razão da liminar que permitiu aos donos de postos comprarem combustíveis de outros fornecedores.
Os dados positivos estão sendo analisados justamente no momento em que uma missão do Fundo está concluindo sua visita ao País, prevista para terminar nesta sexta-feira.
As metas trimestrais de inflação não são de cumprimento obrigatório, mas apenas estabelecem parâmetros para acompanhamento. Estas foram as únicas metas que realmente chegaram a causar preocupações entre a equipe. Na avaliação dos técnicos, a meta para o ano nunca esteve sob risco, já que as expectativas são de que os aumentos do preço internacional de petróleo não se mantenham no segundo semestre.


