Curitiba- O impacto ambiental do acidente com o navio chileno VicuÀa, partido ao meio por uma explosão na noite de segunda-feira, é maior do que o calculado até agora. A avaliação é do diretor executivo da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), Clóvis Borges. A explosão aconteceu no momento em que era feito o desembarque de 14 milhões de litro de metanol, um produto tóxico que já se espalhou pela baía de Paranaguá. Nove milhões de litro de metanol chegaram a ser descarregados antes do acidente.
''Nos próximos dias teremos uma noção mais exata'', afirmou. Borges lamenta que o vazamento já tenha chegado a Guaraqueçaba e Superagui. Segundo ele, botos, peixes, caranguejos, lontras, gaivotas, fragatas, entre outras espécies comuns naquela área, serão prejudicados pelo vazamento do material tóxico. Muitos peixes já morreram. A região é o maior complexo de estuário da região sul e sudeste do País.
Borges criticou a fragilidade dos planos de contigência para minimizar o impacto do acidente. ''Fica agora uma sensação de impotência e frustração'', disse. Na opinião dele, as multas que são aplicadas em casos semelhantes são menos importantes que cumprir procedimentos de restauração.
A direção da SPVS, organização não governamental (ONG) que comemora esta semana 20 anos de fundação, desistiu de comemorar e vai passar o aniversário ajudando no atendimento a Guaraqueçaba e Superagui. A ONG mobilizou dois barcos, dois barqueiros e seis voluntários, que são estudantes de Biologia.

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