Marcelo AlmeidaPatrimônioO apartamento de Jorgina em Curitiba, que ocupa todo o 23º andar do Edifício Excelsior, no Bigorrilho, foi fechado pela Justiça há cerca de seis anosSujeira no corredor, portas e instalações elétricas danificadas denunciam o longo período de abandono do apartamento que a fraudadora Jorgina Maria de Freitas Fernandes tem em Curitiba. O imóvel, que ocupa todo o 23º andar do Edifício Excelsior, no Bigorrilho, foi fechado pela Justiça há cerca de seis anos. Virou um espaço esquecido entre dois andares ocupados por autoridades: o presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, Henrique Lenz César, que mora no 24º andar, e o presidente da Cohab de Curitiba, Ivo Mendes Lima, no 22º.
No processo que corre contra Jorgina no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o apartamento (na Rua Francisco Rocha, 1777) figura na lista de bens sob hipoteca legal. São bens adquiridos por Jorgina antes que as fraudes contra a Previdência Social fossem conhecidas. Por isso, o apartamento não foi sequestrado pela Justiça, mas também não pode ser vendido nem alugado enquanto a sentença do caso não transitar em julgado - ou seja, até não caber mais nenhum recurso judicial.
O apartamento tem cerca de 500 metros quadrados e valor estimado no mercado imobiliário em torno de R$ 250 mil. O prédio, construído há cerca de 15 anos, é confortável - tem duas piscinas, salão de festas e quadra de esportes -, mas não é luxuoso.
A auxiliar de limpeza Maria José Moreira, que trabalha no prédio há 12 anos, diz que, antes da decretação da hipoteca, Jorgina alugou o apartamento por duas vezes. Mas a fraudadora nunca apareceu no local. ‘‘Moro no edifício há dez anos e só há pouco tempo soube que o apartamento é dela. Jorgina nunca esteve aqui’’, diz o presidente da Cohab, Ivo Mendes Lima.

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