Imóveis sociais têm tamanho reduzido pela metade
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sábado, 30 de julho de 2011
Redação FolhaWeb 
Mais uma vez em sua história, Londrina está vivendo um boom de moradias populares. A cidade, que já ergueu 43.890 unidades com este perfil, tem mais 5.159 sendo construídas pelo Programa Minha Casa, Minha Vida. Mas diferentemente dos conjuntos de antes que urbanizaram áreas despovoadas, os novos imóveis não são garantia de conforto total para seus moradores. As chamadas habitações de interesse social de agora têm espaço exíguo entre uma e outra, o que pouco privilegia o conforto e privacidade familiar.
O engenheiro civil e urbanista Rudolfo Horner, que foi o primeiro diretor técnico da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld), lembra que nos conjuntos do passado erguidos na cidade a metragem mínima de cada lote era, obrigatoriamente, de 250 metros quadrados, o suficiente para que a família pudesse ter horta, jardim ou novos cômodos. "Hoje chegou-se ao absurdo de trabalhar com lotes de 10 por 15 (150 metros quadrados). O ser humano vai sendo menosprezado, diminuído. E quando ele percebe que não é respeitado em suas necessidades básicas, dá o troco, que vem na forma, por exemplo, de depredações'', critica o engenheiro. Leia mais na reportagem de Silvana Leão.


