Curitiba - A Polícia Civil e o Instituto Médico Legal (IML) deram coletiva ontem para explicar a troca de dois corpos, ocorrida na madrugada de domingo, em Curitiba. Um dos cadáveres era de Jonathan Souza do Alto, de 17 anos, que teria sido morto por espancamento pela mãe, na madrugada de sexta-feira. O outro seria de outro jovem que também teria sido assassinado.
Há várias versões para o episódio. O delegado-chefe do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce), Itiro Hashitani, disse que o corpo de Jonathan teria sido reconhecido pelo padrastro, Paulo Oliveira Cruz, já que a mãe estava presa e o pai havia morrido. Em conversa com o padrasto, ele disse que que apenas assinou o Termo de Reconhecimento, mas que quem reconheceu foi a tia do menino, Maria Alcione Silva.
A tia confirmou ter ido ao IML e identificado o corpo do sobrinho, mas acrescentou que estava nervosa com o ocorrido com a irmã e sem ver o menino há quatro anos. ''Eu vi o corpo, mas não de muito perto, os olhos estavam vendados, nem deu para vir se os olhos eram verdes ou não'', declarou.
O corpo de Jonathan foi velado em São Carlos, interior de São Paulo, mas como a mãe dele estava presa, boa parte da família ficou aqui, para dar apoio. Os familiares paulistas não perceberam a troca. Mas a família tirou uma foto do caixão antes do enterro e a disponibilizou no Orkut. A foto foi vista pela irmã do rapaz na internet, que percebeu não se tratar do irmão.
Conforme o diretor-geral do IML, Porcídio D'Otaviano Vilani, o órgão vai entrar em contato com o Poder Judicário de São Paulo para fazer a transferência do cadáver trocado, que está enterrado.

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