São Paulo, 19 (AE) - A polícia de São Paulo quer saber quantas pessoas estão envolvidas com o uso e a venda de crack e cocaína em todo o estado. Desde hoje o Instituto Médico-Legal (IML) está orientado a informar ao Departamento de Investigações Sobre Entorpecentes (Denarc), e às delegacias, em seus laudos de constatação, o que é cocaína e o que é crack.
Atualmente, a droga apreendida e entregue pela polícia para o IML tem a resposta de cocaína quando da confirmação. As pedras de crack feitas com a pasta-base da coca ou com a cocaína em pó são relacionadas como cocaína.
Agora os laudos deverão especificar o que é crack e o que é cocaína. "Os laudos sempre trazem a informação de cocaína
mesmo quando são pedras de crack, e dessa maneira não sabemos como está o avanço real do uso e do tráfico do crack em São Paulo", informou o delegado-geral, Marco Antônio Desgualdo.
Ele mostrou-se preocupado com o envolvimento cada vez mais dos jovens com as drogas. Tem determinado o reforço do policiamento nas áreas frequentadas pelos viciados e traficantes: região central, a Cracolândia, no bairro de Santa Ifigênia, e as zonas sul e leste da cidade. Há um plano para tentar acabar com a Cracolândia. Hoje, no começo da tarde, meninos foram vistos fumando crack próximo do Largo General Osório.
Vedetes - Um levantamento realizado entre os estudantes de 1º e 2º graus em dez capitais, segundo o último boletim do Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), mostrou que a cocaína e o crack têm sido as grandes "vedetes" entre as drogas ilícitas.
O uso das drogas entre os estudantes, pela pesquisa, cresceu em oito capitais: São Paulo, Salvador, Porto Alegre, Fortaleza, Curitiba, Brasília, Belo Horizonte e Belém.

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