São Paulo- Os corpos das oito pessoas que morreram anteontem na queda de um avião sobre dois imóveis na Casa Verde (zona norte de São Paulo) foram identificados e liberados pelo IML (Instituto Médico Legal) ontem.
Mais cedo, o diretor-técnico do IML, Carlos Alberto de Souza Coelho, havia afirmado que o reconhecimento de quatro dos corpos poderia durar até o final da semana. O IML ainda não explicou o método usado para reconhecer os corpos.
O acidente causou a morte dos dois ocupantes do jato -piloto e co-piloto- e de seis pessoas de uma mesma família, em terra. Duas meninas -de 11 e de 16 anos- ficaram feridas.
Estão reconhecidos e liberados os corpos do piloto Paulo Roberto Montezuma Firmino, 39; do co-piloto, Alberto Soares Junior, 25; de Ana Maria Lima Fernandes, 21; e do marido dela, Lucas de Souza Só Júnior, 20; do filho dos dois, Luan Victor de Lima Só, de dez meses, da bisavó dele, Lina Oliveira Fernandes, 74, e do avô, Aires Fernandes, 53.
Com quatro quedas de aeronaves e 11 mortos no feriado de Finados, o país soma 75 acidentes no ano e bate recorde dos últimos dez anos. A expectativa oficial da Aeronáutica é de mais dez acidentes até o fim de 2007.
Este ano também registra o maior no número de mortos em desastres aéreos desde 1990: 266. Com os acidentes dos vôos 1907 (Gol) e 3054 (TAM), são 481 mortos nos últimos dois anos, mais que o acumulado de 1999 a 2005.
No feriado, além do avião da Learjet, três helicópteros caíram em um período de duas horas no Estado de São Paulo. ''É muito acidente no mesmo momento'', disse hoje o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, após voltar da inauguração de centro de treinamento de controladores em São José dos Campos (SP).
No caso de panes de turbina -uma das hipóteses para a queda do Learjet- os principais fatores são problemas de supervisão (65%), julgamento (44%) e manutenção (36%). No caso de perda de controle, os fatores predominantes são falhas de julgamento (49%), na aplicação de comandos (48%) e aspectos psicológicos (48%).

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