O Instituto Médico Legal de Campinas (IML) identificou ontem mais nove corpos entre as 54 vítimas fatais do acidente de terça-feira, em Araras. A vítimas identificados ontem são José Carlos Saraiva, 33 anos, motorista da carreta que transportava combustível, José Eustáquio da Costa, 50 anos, Karoline Costa Silva, de 6 anos, Kelvin Ray Moreira da Silva, 6 anos, Layane Fontes Ribeiro, 6 anos, Milva Clementino Pereira, 51 anos, Pedro Henrique Pinto Alves, 1 ano, Raul Parreira Lopes Junior, 14 anos, e Rogério Lopes, 9 anos. Com esta relação, sobe para 15 o número de corpos identificados.
Na quarta-feira foram identificados os corpos de Altiva Juliana do Carmo, Edna Silva Luiz, Jorge Braum Filho, Maria Antonia Silva, Maria Silva Luiz e Olinda Gonçalves Fernandes. Segundo o médico legista Fortunato Badan Palhares, que coordena a equipe de peritos, o reconhecimento foi feito com base em objetos das vítimas e informações prestadas pelos parentes. Ele ressaltou, porém, que a maior parte dos corpos está muito queimada, o que dificulta o reconhecimento. Caso seja necessário, será feito exame de DNA.
A liberação dos corpos identificados depende da elaboração dos atestados de óbito. Eles deverão ser transportados para Anápolis (GO) assim que a documentação estiver em ordem, o que deve acontecer amanhã.
Ontem, uma equipe com oito peritos do Instituto de Criminalística (IC) de São Paulo chegou a Araras para continuar as investigações que apuram as causas do acidente. Entre eles havia um físico e um engenheiro de transportes, ambos da Universidade de São Paulo (USP). Eles examinaram os destroços dos caminhões e dos ônibus envolvidos no acidente.
‘‘Queremos verificar se a carreta sofreu a batida por trás antes de tombar na pista’’, disse o delegado Assis Cristofoletti, responsável pelo inquérito. O policial também informou que pretende ouvir todos os sobreviventes e testemunhas. O IC deverá divulgar um laudo em 20 dias.
A Polícia Civil de Limeira (156 km de São Paulo) vai investigar se houve imprudência dos motoristas dos dois ônibus de romeiros envolvidos no acidente. De acordo com o delegado-seccional de Limeira, Milton José Triano, 54 anos, uma das testemunhas que estava no ônibus declarou à polícia ter alertado para que o motorista reduzisse a velocidade devido à cortina de fumaça que
atrapalhava a visibilidade da pista.
‘‘A testemunha disse que ao alertar o motorista, ele teria dito que não haveria problema em passar pela cortina de fumaça’’, disse. De acordo com ele, outras testemunhas teriam declarado que o caminhão já havia explodido antes de os ônibus passarem pelo local. A polícia também investiga a hipótese de que os dois ônibus estariam em alta velocidade no momento do acidente.
‘‘Em um depoimento gravado, o motorista sobrevivente que estava no bagageiro de um dos ônibus afirma que os romeiros iriam para uma missa às 6 horas em Uberaba (MG)’’, disse Triano.
‘‘O acidente aconteceu por volta das 2h45. Uberaba fica localizada a quase 300 quilômetros de Araras. De fato, eles teriam que correr bastante para chegar à missa às 6 horas. Mas tudo são hipóteses’’, disse o delegado.O Popular/AE(Não é permitida a reprodução total ou parcial desta foto dentro ou fora do Brasil)LutoVânia Gomes de Almeida, sobrevivente do acidente, reza na Igreja de N. Senhora de Aparecida, em AnápolisAgência Estado
e Agência Folha

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