Jacarezinho - A Polícia Civil de Jacarezinho (Norte Pioneiro) realizou na tarde de ontem a "Operação Fidúcia", que investiga a falsificação de assinaturas de médicos legistas em laudos emitidos pelo Instituto Médico-legal no município. A investigação começou em março deste ano e surgiu de uma desconfiança de que algo errado acontecia no IML, pois médicos legistas que trabalhavam em Jacarezinho pediram exoneração de seus postos.
O delegado-chefe da 12ª Subdivisão Policial de Jacarezinho, Marcos Fernando da Silva Fontes, afirmou que a polícia conversou com os funcionários e constatou que o ambiente era de muitos conflitos internos, até que um dos servidores relatou que havia um funcionário que estaria falsificando as assinaturas dos laudos. "Mantivemos a investigação em sigilo até angariarmos provas. Identificamos os laudos que teriam sido fraudados, mostramos aos médicos e eles confirmaram que a assinatura não era deles", afirmou.
Agora a polícia realizará o exame grafotécnico com todos os funcionários do IML para tentar identificar o fraudador. Caso seja condenado, o suspeito poderá ser enquadrado por falsidade ideológica. Aparentemente as falsificações não visavam ganhos patrimoniais ou financeiros e os dados constantes nos laudos estão corretos e correspondem com a realidade. Os atos do fraudador podem ter atingido processos de Tomazina, Cambará, Jacarezinho e Santo Antônio da Platina, no Norte Pioneiro.
O delegado afirmou que a falta de médicos no IML de Jacarezinho tem prejudicado o andamento de inquéritos e processos na região. O instituto possuía três médicos legistas, mas dois pediram exoneração e um está em férias. Até que novos médicos sejam contratados, os corpos são encaminhados ao IML de Londrina. "Há a previsão de um concurso em julho, mas não podemos esperar tudo isso", afirmou Marcos Fontes.

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