Londrina - O Instituto Médico Legal (IML) confirmou ontem que a morte do policial militar Gervásio Gouvêa Luiz, de 40 anos, aconteceu por choque anafilático, causado pela picada de abelhas. O policial foi picado por seis abelhas em um treinamento realizado em uma chácara do Conjunto Cafezal (zona sul), na tarde de quarta-feira. Durante o velório do soldado, realizado na capela da ACESF da avenida J.K., mais de 200 pessoas estiveram presentes para prestar a homenagem ao soldado, que estava com a farda da PM e a braçadeira da divisão do canil, onde trabalhou por oito anos.
O subtenente Roberto Ferreira, colega de Gouvêa no Pelotão de Choque, relatou que a vítima estava acompanhada por outros três policiais e um caseiro durante um treinamento na mata, quando um dos policiais teria pisado acidentalmente sobre uma colmeia, o que gerou o ataque das abelhas. "Os policiais colocaram o caseiro, que também havia sido atacado, em uma viatura e o Gouvêa estava ligando para o Siate para socorrer mais pessoas, no entanto, enquanto fazia a ligação, passou mal e desmaiou", relatou. Gouvêa foi levado ao Hospital da Zona Sul, mas sofreu duas paradas cardíacas e morreu.
Ferreira destacou que Gouvêa era uma pessoa que gostava de pescar e que já havia sido picado até por uma cobra e não tinha sofrido nada. "Foi uma fatalidade. Não tem como se proteger de um ataque desses. Se fosse algo maior ele poderia dar um tiro, mas contra abelhas, isso não é possível", afirmou.
A esposa de Gouvêa, Valdinéia Gouvêa, estava muito emocionada e só afirmou que seu marido era uma pessoa de bom coração e que só pensava em ajudar os outros. "Ele sempre ajudava todo mundo. Era um bom pai", afirmou.
Entre seus colegas, o clima era de incredulidade diante de como aconteceu a morte. "Ele era sempre prestativo, amigo para todas as horas. Ele sempre foi "mateiro" (gostava de se embrenhar na mata) e gostava de pescar", afirmou Cabo Bruno, colega dele no Choque. O policial civil Edvaldo Romano, que realizou o treinamento na escola de polícia com ele, destacou que Gouvêa era uma pessoa humilde, prestativa e bastante companheira. "Era uma pessoa de excelente coração", destacou.
O corpo foi encaminhado ontem ao Cemitério Municipal de São Pedro do Ivaí (Vale do Ivaí), às 11h30, e foi sepultado às 16 horas.

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