IML conclui identificação de vítimas do Fokker-100
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 18 de dezembro de 1996
Ivana Moreira<br> Agência Estado 
SÃO PAULO - O Instituto Médico Legal (IML) encerrou o processo de identificação das vítimas da tragédia com o Fokker 100 da TAM, ocorrida no dia 31 de outubro, em São Paulo. Os peritos concluíram que, dos 98 corpos encaminhados para o instituto no dia da tragédia, 4 foram reconhecidos erradamente: o da comissária Mariceli Carneiro e os dos passageiros Luiz Lauro Romero, Gilberto Alves Aquino Júnior e Maria Silvanete Lima.
O corpo de Mariceli já havia sido destrocado em novembro. As outras três exumações foram feitas neste fim de semana, todas na Capital. O IML não divulgou os nomes das vítimas que haviam sido enterradas erradamente como Luiz Lauro, Gilberto e Maria Silvanete nem os nomes corretos dos três corpos que permaneciam no necrotério desde o dia do acidente.
Dificuldades Dos 98 corpos, apenas 12 eram de reconhecimento fácil. Os outros 86 estavam parcial ou totalmente carbonizados. Para identificar corretamente os corpos e corrigir os eventuais erros de reconhecimento cometidos pelos parentes, os peritos do instituto tiveram de recorrer às análises do DNA.
Para estes exames, foram recolhidas 58 amostras de DNA - 37 de vítimas e 12 de parentes. As análises foram realizadas pelo Instituto Oscar Freire, da Universidade de São Paulo. Além dos exames de DNA, os peritos analisaram impressões digitais e identificação odontolegal. Pelo menos 72 especialistas participaram do trabalho de identificação das vítimas da tragédia.


