Columbia, 19 (AE) - Os imigrantes na Carolina do Sul não chegam a 1% da população. Mas nos últimos meses o número de hispânicos cruzando a fronteira do Estado tem aumentado, preocupando tanto os brancos (69% da população), quanto os negros (30%).
Apesar de a presença hispânica não ameaçar os empregos dos americanos, os pré-candidatos republicanos foram questionados várias vezes sobre sua política em relação aos estrangeiros no país.
"Temos recebido muitos imigrantes ultimamente, mas todos eles estão fazendo trabalho pesado que nenhum americano quer fazer, como colher frutas e matar frangos", disse Joe Blanton, que trabalha para uma empresa seguradora da Carolina do Sul e pertence à coalizão dos cristãos conservadores. Segundo ele, essa preocupação com imigrantes é mais racial do que econômica.
"Outro dia eu estava num bar e apareceram três hispânicos", contou. "Todos pararam para olhá-los porque eram diferentes, tanto na altura quanto na cor." Mas organizações que são contra a presença de imigrantes têm aproveitado a campanha eleitoral para espalhar cartazes antiimigração na Carolina do Sul e no resto do país.
O senador John McCain, do Arizona - um dos pré-candidatos republicanos - disse que é favor de fechar as fronteiras. A lei é a lei.
Mas seu rival, o governador do Texas, George W. Bush, por ser governador de um Estado fronteiriço com o México, foi mais magnânimo. "Se uma mãe e um pai tiverem um filho com fome, é natural que cruzem o deserto, em busca de comida", disse, apelando ao sentimento cristão dos eleitores. "Como vamos dizer que não façam isso?", perguntou.
A única maneira de contornar o problema, segundo Bush, é criar condições necessárias para que os imigrantes tenham trabalho e dinheiro o suficiente para sobreviver no próprio país. Por isso, disse, seu slogan de campanha é ser "republicano com compaixão".