Curitiba- Duas semanas depois de passar por uma explosão e incêndio em um tanque de armazenamento de álcool de soja, que resultou na morte de quatro operários, a Imcopa - Importação, Exportação e Indústria de Óleos Ltda., indústria esmagadora de soja localizada em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, teve registro de novo acidente na madrugada de ontem. Os bombeiros foram acionados para ajudar a apagar o fogo em um dos secadores de soja da empresa. A empresa garante que ''o fogo no local é normal e só ganhou maiores proporções por erro de um funcionário novo''.
Segundo informações do Corpo de Bombeiros de Araucária, a unidade foi acionada por volta de 1h30 da madrugada. Ao chegar ao local a brigada de incêndio da empresa já estava trabalhando e os bombeiros só precisaram fazer o resfriamento do silo de secagem de soja. O trabalho durou até as 4h30. O fogo foi controlado e ningém ficou ferido.
Em nota de esclarecimento, a Imcopa afirma que a produção de chamas nos secadores de soja é comum à atividade de secagem dos grãos. ''Toda vez que são lançadas palhas do produto in natura dentro do forno, esse material entra em combustão. O equipamento, diz a nota, possui dispositivo que interrompe a ventilação no forno e apaga as chamas em segundos.
''O registro desta quinta-feira só ganhou maiores proporções porque um funcionário novo, ainda não familiarizado com a rotina de trabalho, acionou o Corpo de Bombeiros antes de desligar a ventilação do equipamento'', diz a empresa.
Desde a explosão e incêndio em dois tanques de armazenamento de álcool de soja, a Imcopa vem funcionando parcialmente. A planta industrial 1, responsável pelo esmagamento de soja para a produção de óleo de soja e farelo está funcionando. A planta 2, que processa o farelo para produzir concentrado de proteína, melaço e álcool, permanece paralisada e deve retomar as atividades junto com a inauguração da planta 3, prevista para até o final do mês.
A explosão resultou na morte de quatro operários terceirizados da empreiteira Sincroniza. A Polícia Civil de Araucária, responsável pelo inquérito policial, aguarda o laudo da polícia científica, que deve determinar possíveis causas do acidente, e continua ouvindo depoimentos de mais de 30 pessoas, entre testemunhas, familiares, empregados terceirizados e integrantes da Comisão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa).
Segundo o delegado Agenor Salgado Filho, alguns pontos continuam obscuros. Ele quer saber onde estavam os funcionários terceirizados no momento da explosão, se houve um trabalho de solda no tanque de álcool, quem autorizou o serviço, e se ocorreu um vazamento que precedeu a explosão.

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