Rio - A titular da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Decav), Cristiana Onorato Bento, afirmou ontem não ter dúvida de que a jovem de 16 anos que teve imagens publicadas nas redes sociais, desacordada e nua, no Morro da Barão, zona oeste do Rio, foi vítima de estupro coletivo. Responsável pelas investigações desde o domingo, ela afirmou que o vídeo divulgado na internet é prova suficiente e a dúvida é sobre quantos homens praticaram o crime.
A Justiça atendeu a pedido da delegada e determinou a prisão de seis suspeitos. Lucas Perdomo Duarte Santos, de 20 anos, e Raí de Souza, de 22, já estão detidos. Os outros quatro acusados estão foragidos. Segundo a delegada, o vídeo comprova a prática de violência sexual por pelo menos três homens. A vítima e um dos homens que estão no vídeos falam em mais de 30 estupradores. "Minha convicção é de que houve estupro, o vídeo mostra um rapaz manipulando a menina. O estupro está provado. Houve estupro coletivo, mas quantas pessoas participaram? Quero descobrir a extensão, se foram 5, 10 ou 30", afirmou Cristiana.
Cristiana afirmou que ainda não identificou o homem que, no vídeo, toca as partes íntimas da adolescente. Os outros dois que estão na cena do crime, segundo ela, são Raí de Souza e Raphael Assis Duarte Belo, de 41 anos, que aparece em uma fotografia rindo diante do corpo da vítima na cama. Ele está foragido. A delegada disse que pediu a prisão de Lucas porque ele esteve com a vítima na data do crime. "Para mim, teve participação", disse
Outros suspeitos são Michel Brasil e Marcelo Miranda da Cruz Corrêa, que divulgaram as imagens. Também teve a prisão decretada o chefe do tráfico no Morro da Barão, Sérgio Luiz da Silva Júnior, o Da Russa. A delegada sustenta que ele "tem domínio do fato do que acontece no morro". Há ainda informações de que o chefe do tráfico estava perto da casa onde o crime aconteceu.
O advogado Alexandre Santana, que atende Raí de Souza, disse que o cliente não participou do estupro, mas fez sexo com a jovem antes do crime. Segundo ele, o telefone de Raí foi usado por Raphael Belo para gravar imagens da moça desacordada.

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