Ilhéus já foi achado em aves comuns na área
Como não há vacina para o arbovírus, a informação deve servir de alerta para os órgãos de saúde. Os médicos da região deverão saber sobre os sintomas de doenças causadas pelo vírus e alertar as autoridades. O arbovírus Ilhéus foi encontrado no sangue de chupins e coleirinhas caçados no Parque Tietê. São aves comuns no Estado, o que indica que o vírus não foi trazido de outras regiões.
O arbovírus São Luiz, por exemplo, isolado em muitos pontos do continente americano, inclusive no Brasil, já foi encontrado no vírio-oliváceus, um pássaro migratório que viaja do Alaska à Terra do Fogo. O São Luiz já provocou muitos surtos e mortes nos EUA. O outro arbovírus achado no parque foi isolado em urubus, rolinhas e gatos silvestres.
Para a pesquisa - que começou no ano passado e terminará em maio - foi colhido o sangue de 1.800 animais, 80% aves. A equipe da Faculdade de Saúde Pública ainda não concluiu a pesquisa com os vetores, e não sabe ainda se há vírus presentes nas mais de 35 espécies de mosquitos encontradas no parque.
Os pesquisadores alertam que o fato de não haver pessoas doentes não significa que o vírus tenha desaparecido. É possível que ele esteja no seu ciclo silencioso, como vem ocorrendo com o Rocio, no Vale do Ribeira.





