As águas que cobrem a ilha submersa onde viveu a rainha Cleópatra, no porto de Alexandria, revelaram novos tesouros, entre os quais um barco com mais de dois mil anos, informou ontem, em Alexandria, o arqueólogo francês Franck Goddio.
‘‘Durante as escavações submarinas realizadas desde junho passado, nossa equipe descobriu o casco de um navio de 30 metros de comprimento e 10 de largura em excelente estado de conservação’’, disse Goddio em uma entrevista coletiva concedida em Alexandria. O especialista disse que os estudos com radiocarbono realizados com amostras de madeira indicam que o barco remonta a um período entre 90 a.C e 130 d.C.
‘‘O casco do navio continua atracado a um cais antigo no porto da ilha de Antírodes’’, continuou. A ilha, onde Cleópatra tinha um palácio, era considerada propriedade real na época ptolemaica, e fazia parte dos palácios reais cobertos pelas águas há mais de 1.600 anos depois de um série de terremotos que causaram um afundamento do terreno.
Goddio anunciou ainda a descoberta de estátuas, colunas e blocos de granito rosa na ilha submersa. No local foram encontradas inscrições em grego e hieróglifos dos séculos V a III a.c. ‘‘Entre os objetos mais notáveis está uma estátua de granito de 1,70 metro, que representa o sumo sacerdote de Ísis (...), o que nos leva a pensar que se trata de um pequeno templo de Ísis’’, continuou o arqueólogo. Goddio trabalha em Alexandria sob a autoridade do Conselho Superior de Antiguidades Egípcias (CSA).France PresseTesourosEquipe de arqueólogos anunciou a descoberta de um navio de mais de 2 mil anos, estátuas e colunasFrance Presse

mockup