Igreja tenta barrar uso de imagens Agência Estado A imagem de Nossa Senhora da Boa Esperança, centro da polêmica entre a Unidos da Tijuca e a Arquidiocese do Rio, entrará ‘‘modificada’’ no desfile da escola – o primeiro do Grupo Especial hoje. No sábado, a escola havia garantido que tanto a alegoria da santa quanto a cruz que simboliza a primeira missa no Brasil não seriam levadas para o Sambódromo. A briga começou na quarta-feira, quando a cruz e a imagem de Nossa Senhora foram apreendidas pela polícia. A Secretaria de Segurança recebeu uma manifestação de indignação do arcebispo do Rio, Dom Eugenio Sales. São Paulo Várias escolas usaram símbolos religiosos nos seus desfiles. A Águia de Ouro, que teve de modificar um de seus carros pela oposição da Arquidiocese de São Paulo e da Tradição, Família e Propriedade (TFP), acabou como a única prejudicada no primeiro dia de apresentação do Grupo Especial. O carnavalesco Paulo Furo havia criado uma réplica da Pietà, de Michelangelo, mas, em vez do Cristo, a Virgem Maria segurava nos braços um índio morto. A Camisa Verde e Branco, contudo, desfilou com a figura de Nossa Senhora da Conceição na frente do terceiro carro. Recife Sol forte, frevo e multidão deram ao Galo da Madrugada matéria-prima para mais uma gigantesca abertura do Carnaval do Recife. Cerca de dois milhões de pessoas se juntaram ao bloco, animadas por 31 trios. O Galo tem registro no livro de recordes como o maior bloco do mundo. Bahia No próximo domingo, um acontecimento que na época pareceu banal, mas que mudou a história do Carnaval na Bahia, completará 50 anos. Foi na tarde do domingo de Carnaval em 1950, que dois amigos apaixonados por música decidiram sair às ruas do centro de Salvador, violão e bandolim em punho, em cima de um Ford ‘‘Bigode’’ 1929. O trio elétrico surgiu de uma ‘‘molecagem’’ entre o engenheiro mecânico Osmar Macedo e o técnico em eletrônica Adolpho Nascimento, o Dodô, ambos já falecidos.