Das Agências
e Redação
Os organizadores do ‘‘Grito dos Excluídos’’, manifestação liderada pela Igreja Católica desde 1995, esperam a participação de aproximadamente 1 milhão de pessoas nos protestos em todo o País. Estão previstos atos em 1.300 cidades. O lema do ‘‘Grito dos Excluídos’’ deste ano é ‘‘Brasil: um filho teu não foge à luta’’. Também serão distribuídas aos manifestantes bandeiras com desenhos de uma carteira de trabalho para simbolizar o desemprego. Pariticipam da organização do evento, além da CNBB, entidades como Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento dos Trabalhadores Sem
Terra (MST), Central dos Movimentos Populares, Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e Confederação Nacional dos
Trabalhadores em Educação.
Uma das principais manifestações no Paraná será realizada a partir das 9h30, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. Os organizadores pretendem reunir sobretudo os desempregados, que estão sendo convidados a levar as carteiras de trabalho. Sem-terra que estão acampados em frente do Palácio Iguaçu devem participar do protesto (leia na página 7). De acordo com a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o evento terá a participação do bispo auxiliar de Curitiba, d. Ladislau Biernaski. O local de concentração será no Terminal de Ônibus Maracanã, de onde todos seguirão em procissão ao centro de Colombo. Na paróquia, o bispo falará sobre a questão do desemprego.
Em Londrina, a Coordenação das Pastorais Sociais da Arquidiocese – que reúne 12 pastorais –, espera reunir cerca de 1.500 pessoas. O protesto deve começar às 9 horas, com a concentração dos manifestantes na PR-445, em frente ao Posto Formigão, na zona sul da cidade. Segundo o padre Jorge Pereira de Melo, da Paróquia Santa Cruz e um dos coordenadores do evento, os manifestantes vão sair em passeata até o conjunto habitacional União da Vitória 4, onde, ao meio-dia, todos se unirão em um grito de protesto. ‘‘Na sequência, vamos partilhar os alimentos que trouxerem, numa grande confraternização’’, explicou, lembrando que quem terá a palavra para mostrar a situação dos ‘‘excluídos’’ serão apenas as pessoas em situação de exclusão.
Em São Paulo, a manifestação será em frente ao Museu do Ipiranga. A estimativa dos organizadores é que participem do ato no Ipiranga cerca de 5.000 pessoas. Em Aparecida do Norte, o ponto alto do protesto será o lançamento da proposta de realização de um plebiscito sobre o pagamento ou não da dívida externa brasileira. Organizadores esperam mais de 70 mil pessoas.

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