Londrina - Em conversa com a FOLHA, o advogado e líderes da congregação garantiram que o rapaz acusado de abusar sexualmente de dois adolescentes não é pastor na igreja. Segundo o pastor responsável pela evangelização de crianças e adolescentes, ele não foi ungido na congregação. "Ele de fato foi pastor em uma outra congregação fora de Londrina, assim como o pai dele. Nós tínhamos conhecimento de alguns fatos, ele veio até nós pedir ajuda e nós o acolhemos. Como qualquer outro jovem e membro da igreja ele dava seus testemunhos, mas o responsável pelo trabalho com os adolescentes sou eu. Ele não é pastor aqui", afirmou o líder pastoral. Questionado sobre quais fatos pregressos envolvendo o acusado a igreja tinha conhecimento, o pastor afirmou que não saberia dizer. Os líderes pastorais informaram que a congregação realiza trabalhos de recuperação e reabilitação com diversas pessoas e que não foi diferente com o suposto pastor. Depois do episódio envolvendo o adolescente, o suspeito foi afastado do convívio dos membros da congregação. A igreja também negou que tivesse tentado abafar o caso. "Nós nos mobilizamos e procuramos a família. Falamos para ele que o que ele fez foi inaceitável e que se tivesse que responder à lei dos homens, iria responder. E quem daria essa direção era a família do garoto. Conversamos com a família e houve um entendimento", afirmou um membro da congregação.
O advogado Daniel Viana reiterou que o suposto abuso, se ocorreu, foi fora dos domínios da igreja, em uma atividade que não foi organizada pelos líderes pastorais. "A igreja não pode se responsabilizar por algo feito fora dos domínios dela. A família tem o direito de ir à policia relatar os fatos, mas toda igreja tem a liberdade de associação e culto previsto em Constituição, ela não pode denunciar algo de que não teve participação", disse. Em relação à outra denúncia de abuso investigada pelo MP contra o mesmo acusado, os líderes pastorais afirmaram desconhecer o caso.(D.P.)

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