Berlim - As sete mulheres excomungadas pelo Vaticano, depois de terem sido ordenadas sacerdotisas em junho por um arcebispo argentino, disseram ontem em Munique que esperavam esta reação porque a ''Igreja nestes dois mil anos não aprendeu a ter diálogo'', afirmou sua porta-voz, a teóloga alemã Gisela Forster.
''A Igreja Católica Apostólica Romana sempre mostrou que não pode nem quer dialogar e o Vaticano está de acordo com esta postura'', reagiu Forster logo depois de ficar sabendo da decisão do papa João Paulo II, através da imprensa.
''O Vaticano não nos escreve, não nos comunica resoluções nem contesta as cartas que lhe enviamos'', afirmou a teóloga que representa na Alemanha as sete mulheres (quatro alemãs, duas austríacas e uma americana) ordenadas no dia 29 de junho pelo arcebispo argentino Romulo Braschi, com autorização da Igreja Apostólica Carismática Jesus Rei.
Braschi, que nunca foi excomungado nem expulso da Igreja Católica romana, ordenou as mulheres seguindo o tradicional ritual dessa instituição religiosa e da sucessão apostólica de São Pedro.
As sete mulheres vão recorrer agora do decreto firmado ontem pelo prefeito da congregação vaticana para a doutrina da fé, cardeal Joseph Ratzinger.

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