Curitiba - A sede gigante da Igreja Universal do Reino de Deus, na Avenida Sete de Setembro, centro de Curitiba, conhecida como ''Catedral da Fé'', terá que ser interditada provisoriamente por decisão judicial. O despacho da 14 Vara Cível de Curitiba acata o pedido da Promotoria de Defesa do Consumidor, órgão vinculado ao Ministério Público (MP) estadual, que enumera uma série de problemas verificados no local. O promotor João Henrique Vilela da Silveira considera que a reprovação do Corpo de Bombeiros de 22 itens de segurança do prédio foi o fator principal do pedido de interdição. Entre os itens anotados como fundamentais e não respeitados pela igreja, que tem 9.153 metros quadrados de área construída conforme alvará de construção, está a necessidade de projeto de prevenção contra incêndio.
O laudo dos bombeiros reprovando a instituição está pronto desde novembro de 2003. Mas o MP tentou negociar com a direção da igreja antes de pedir a interdição do local. ''Chamei os dirigentes da Igreja Universal e eles me disseram que 20 dos 22 itens já estavam resolvidos, solucionados. Verifiquei novamente com os bombeiros e eles me alertaram que a reprovação continuava vigente'', afirmou o promotor. Além da reprovação dos bombeiros, a sede da igreja está com o alvará de funcionamento concedido pela Prefeitura de Curitiba vencido, assim como a licença ambiental.
Também não foi apresentada a licença sanitária, nem laudo firmado por profissional habilitado junto ao Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) que atestaria as condições estruturais e de conservação do local.
A igreja ficará interditada até que comprove em juízo que cumpriu todas as exigências legais. Ontem, a secretaria da Catedral da Fé informou que a igreja não sabia dos problemas verificados e apresentados pelo MP em ação judicial. Entretanto, garantiu que toda a documentação necessária para que a igreja pudesse continuar funcionando normalmente seria apresentada para a Justiça até o início da semana que vem. Enquanto tiver que permanecer fechada, a Igreja não poderá abrigar reuniões ou cultos religiosos, sob pena de ter que pagar multa de R$ 1 mil por dia. Os líderes religiosos poderiam ainda ser presos em flagrante por desobediência judicial.

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