A situação de miséria dos trabalhadores da Usina Central Paraná, em Porecatu (85 quilômetro ao norte de Londrina), levou o padre local Giancarlo Villa a reunir no último sábado cerca de 40 pessoas, entre elas o bispo auxiliar da Arquidiocese de Londrina, dom Vicente Costa. Do encontro, promovido pela Cáritas, entidade da Igreja Católica responsável por questões sociais, participaram também o prefeito Dionízio Santos de Souza (PT).
A dependência que a cidade tem da usina, segundo o prefeito, é prejudicial pelo fato de não haver outras opções de emprego. Produtora de açúcar e álcool, a usina emprega em época de safra até oito mil pessoas. No início do ano os trabalhadores ficaram mais de 20 dias parados, reivindicando salários atrasados e garantias trabalhistas.
De acordo com a Cáritas, um grupo de estudos vai detectar os principais problemas dos trabalhadores. Cerca de 200 famílias, segundo a Igreja Católica, estão com a água e a energia cortadas. O grupo também vai contatar os irmãos Atalla, donos da usina, e visitar 5.900 domicílios da cidade. Conselhos municipais de saúde, educação e ação social devem ser criados para que, através deles, o município receba verbas oficiais. No dia 26 de maio os grupos vão se reunir novamente para apresentar os primeiros resultados das soluções propostas.

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