Rio, 10 (AE) - A primeira prévia da inflação de abril, medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM), foi de 0 19%. A taxa, medida pela Fundação Getúlio Vargas, ficou ligeiramente acima da primeira prévia de março, que foi zero, mas não indica que haja uma tendência de alta na inflação, segundo o coordenador do Centro de Estudos de Preços da FGV, Paulo Sidney de Melo Cota. Para ele, o índice de inflação de abril deve ficar em 0,30%. Embora represente o dobro da taxa de março, de 0,15%, será a consequência já esperada de reajustes pontuais, como o da gasolina, passagens de ônibus e artigos de vestuário.
Cota mantém a previsão de inflação anual entre 6% e 7% e afirma que a pequena variação do IGPM "não é preocupante". A primeira prévia do índice mede a inflação dos 20 últimos dias de março com os dez primeiros de abril. Neste cálculo tiveram grande importância os reajustes do fim do mês passado, como o fim das liquidações de verão e a entrada da nova coleção de roupas, o aumento de 7% nos preços das refinarias, que contribuiu, nesta etapa, com um aumento de 5,71% no preço da gasolina e o aumento das passagens de ônibus no Rio.
Os produtos agrícolas, que haviam sido um dos responsáveis pela baixa taxa de março, continuam com preços em queda no atacado, mas num ritmo mais suave. Na primeira prévia do mês passado, a redução havia sido de 1,30%; na deste mês, a variação ficou em -0,46%. "Isto é sazonal; já era esperado para este mês", afirma Cota.
Dos três índices que compõem o IGPM, o único que diminuiu foi o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), justamente o que tem menor peso no cálculo geral: 10%. Esta taxa caiu de 0,57% para 0,31%. O Índice de Preços por Atacado (IPA), que contribui com cerca de 60%, aumentou de -0,22% para 0,01%, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), responsável pelos restantes 30% do cálculo do IGPM, cresceu de -0,23% para 0 50%. O índice fechado da inflação de abril será divulgado no dia 27.
Fecomércio - Segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Fecomércio de Pesquisa e Desenvolvimento (Fecomércio), o Índice de Preços de Serviços, medido pela instituição, teve queda de 2,89% em março. Segundo Luiz Roberto Cunhas, diretor-executivo do órgão, o principal motivo da queda foram as promoções nos hotéis por causa das férias. A taxa é medida nos estabelecimentos comerciais do Rio.

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