Rio, 22 (AE) - Dois índices de inflação divulgados hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ) mostraram influência da desvalorização do real sobre os preços. A inflação entre 11 de janeiro e 10 de fevereiro foi de 2,64%, de acordo com o IGP-10. E a segunda prévia do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M)
levantada entre 21 de janeiro e 10 de fevereiro, apontou inflação de 2,37%.
"Os índices, daqui para a frente, vão ser crescentes", avisou o chefe do Centro de Estudos de Preços da FGV-RJ, Paulo Sidney Mello Cota. Ele previu que o maior vai ser o IGP-DI, que vai acompanhar o comportamento de preços durante todo o mês de fevereiro. Os dois índices são adotados pelo mercado financeiro para acompanhar a evolução da inflação.
As altas dos dois índices divulgados hoje foram influenciadas principalmente pelo reajuste dos preços dos produtos primários, as "commodities", de acordo com Sidney. Como exemplo, ele citou o aumento de 49% no trigo, de 16,6% no café em côco, de 13,1% na soja e de 35,8% no minério do cobre, apurados no IGP-M.
Dos três índices usados neste cálculo, o que teve a maior variação foi justamente o com o maior peso, o Índice de Preços no Atacado (IPA). No IGP-10, ele teve variação de 4,23%, e na 2ª prévia do IGP-M, de 3,79%. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), aumentou 0,69% no IGP-10 e 0,67% , na 2ª prévia do IGP-M. O Índice Nacional de Custos da Construção (INCC) variou 0,50% no IGP-10 e 0,43% na prévia do IGP-M.

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