IGP-10 aponta inflação de 0,13%
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segunda-feira, 20 de março de 2000
Por Gustavo Alves 
Rio, 21 (AE) - A inflação entre os dias 10 de fevereiro e 10 deste mês foi de 0,13%, segundo o Índice Geral de Preços número 10 (IGP-10), divulgado hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ). O número foi inferior ao IGP-10 de fevereiro, que registrou alta de 0,55%, mas superou a segunda prévia do Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM) divulgado ontem, que apurou deflação de 0,05% entre os dias 20 de fevereiro e 10 de março.
O chefe do Centro de Estudos de Preços da FGV-RJ, Paulo Sidney Melo Cota, explicou que a diferença entre a prévia do IGPM e o IGP-10 se explica pelo prazo mais amplo de pesquisa de preços do último índice. O período mais amplo diluiu a influência da queda dos preços dos produtos agrícolas no atacado que provocaram a inflação no IGPM. A inflação acumulada no ano pelo IGP-10 está em 1,90%. O índice acumulou variação de 14,17% nos últimos 12 meses. No ano passado, o IGP-10 de março ficou em 3,51%, por causa da desvalorização do real.
Com o maior período de coleta, a deflação no atacado também foi diluída, e ficou apenas em 0,05%, por causa da redução de 1,34% dos preços dos produtos agrícolas. Melo Cota previu que, em abril, o Índice de Preços do Atacado (IPA), o principal dos três que formam o IGP, também deve ficar em torno de zero. "A queda dos agrícolas continua, mas vai começar a se reduzir", avisou o economista. "Quando começar o frio, no fim de maio, a situação vai se reverter", declarou.
Melo Cota manteve a previsão de que, neste mês, a inflação medida pela FGV-RJ fique entre zero e 0,20%. No IGP-10 de abril, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede o custo de vida no varejo, deve aumentar, afirmou o economista. A influência da alta dos combustíveis e transportes públicos será maior, e a queda no preço dos vestuários deve se enfraquecer, com o fim das liquidações e o lançamento de novas coleções.
Construção - A inflação acumulada neste ano mostrou que, dos três índices que formam o IGP, o que registrou maior alta foi o menos importante - o Índice Nacional de Custos da Construção (INCC), que acumulou alta de 2,93%. O economista da FGV-RJ afirmou que a taxa foi resultado do reajuste de 4,24% dos materiais de construção.


