IGP-10 aponta inflação acumulada de 13,06% no ano
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 21 de setembro de 1999
Por Gustavo Alves 
Rio, 21 (AE) - A inflação entre janeiro e 10 de setembro
medida pelo Índice Geral de Preços (IGP-10), já chegou a 13,06%
segundo informou hoje a Fundação Getúlio Vargas, do Rio de Janeiro (FGV-RJ). "O índice de 12% de inflação para o ano já está furado", afirmou o chefe do Centro de Estudos de Preços da FGV-RJ, ao referir-se à taxa combinada no acordo do governo federal com o Fundo Monetário Internacional (FMI), de acordo com a variação do IGP.
Mesmo a expectativa de Mello Cota, de inflação de 14% neste ano no IGP, deve ser superada, admitiu o economista. Ele reviu a projeção depois de divulgar hoje a variação de 1,49% do custo de vida, entre os dias 11 de agosto e 10 de setembro, segundo o Índice Geral de Preços Número 10 (IGP-10) deste mês.
A inflação captada pelo IGP-10 "encerra" o período de influência do reajuste dos combustíveis dado no mês passado, na medição do índice, afirmou o economista. A taxa ficou menor do que os 1,58% do que o IGP-10 de agosto. Mas como os preços dos produtos agrícolas no atacado continuaram elevados, a queda não foi tão grande quanto a esperada, o que fez o economista da FGV-RJ esquecer sua previsão inicial.
Os bens agrícolas tiveram variação de 1,44%, apenas 0,05 ponto percentual abaixo da alta captada no mês passado. Com isto
a variação do Índice de Preços no Atacado (IPA) ficou em 2,19%. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação no varejo, aumentou 0,43%, praticamente a metade da variação captada em agosto, de 0,98%.
A razão foi a alta mais branda dos preços dos itens habitação (0,36% contra 1,06% no IGP-10 anterior), saúde e cuidados pessoais (0,38%, enquanto que no mês anterior a alta foi de 1,91%) e transportes (1,28%, contra aumento de 4,40% captado anteriormente). A alta do Índice Nacional de Custos da Construção (INCC), o de menor peso na composição no IGP, foi de 0,81%.


