São Paulo, 14 (AE) - O diretor de tecnologia do iG, Fabian de La Rua, informou hoje que pretende fechar parcerias com pequenos provedores de acesso à Internet para chegar a todos os cantos do País. O iG é um portal de acesso gratuito à rede mundial com investimentos do Garantia Participações. Os pequenos provedores serão remunerados com um valor fixo de acordo com a infra-estrutura que tornem disponível ao iG, segundo De La Rua.
"Nosso intuito é fazer parceria com os pequenos provedores no interior de São Paulo e do Brasil porque isso dará capilaridade ao iG", afirmou. De La Rua não chegou a apresentar sua proposta aos membros da Associação Brasileira de Provedores de Acesso à Internet (Abranet), que fizeram reunião extraordinária nesta sexta-feira para discutir o acesso gratuito
porque diz não ter sido informado de que esse era o objetivo do encontro.
Em São Paulo, onde iniciou as operações esta semana, o iG fez contrato temporário de uso da infra-estrutura da Zip.Net, segundo De La Rua. Com investimentos de US$ 20 milhões, o iG está instalando um data center com capacidade para um milhão de e-mails que passará a funcionar nas próximas semanas.
"O iG já está sendo estruturado em São Paulo", afirmou. "Nosso sistema passa a conviver com o da Zip.Net neste sábado", disse. "Estamos utilizando os meios da Zip.Net provisoriamente".
O diretor do iG admitiu ainda que já foi fechado um acordo com a PsiNet, empresa americana com uma das maiores redes de provedores independentes. Ele afirmou ainda que está negociando com a multinacional ViaNetWorks, que adquiriu a Dialdata no Brasil.
O acesso gratuito, oferecido inicialmente pelos bancos e reafirmado pelo lançamento do iG, está movimentando tanto o mercado de Internet no Brasil, que o Zaz, provedor da Telefônica
aguarda posições oficiais da Abranet, do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para anunciar uma nova estratégia no País.
A cúpula do Zaz esteve esta semana na Espanha para discutir as mudanças no mercado brasileiro. "Somente após a divulgação oficial dessas entidades, o Terra/ZAZ terá condições de avaliar o novo cenário de Internet no Brasil", afirmam diretores no comunicado. "Ressaltamos que os esforços do Terra/ZAZ serão pautados no contínuo desenvolvimento da Internet no Brasil e na preservação da qualidade dos serviços oferecidos", concluem.

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