IFEC-RJ aponta queda nas vendas de março
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quarta-feira, 12 de abril de 2000
Por Gustavo Alves 
Rio, 13 (AE) - A sondagem com gerentes do comércio varejista, realizada mensalmente pelo Instituto Fecomércio de Pesquisa e Desenvolvimento (Ifec-RJ) mostrou redução da quantidade de unidades vendidas em março, em comparação com o mesmo mês no ano passado. A redução atingiu oito dos 10 ramos das atividades pesquisadas - os outros dois ficaram estáveis. Os motivos foram o fim das liquidações de verão e o carnaval, segundo o diretor-executivo do Ifec-RJ, Luiz Roberto Cunha.
Na sondagem realizada em março, 51% dos entrevistados disseram que venderam ou a mesma quantidade ou uma quantidade acima do volume de março de 1999, quando o País atravessava a crise decorrente da desvalorização do real. Para o Ifec-RJ, o dado mostra reversão no otimismo entre os comerciantes, que havia sido captado desde fevereiro, quando 71% dos pesquisados haviam dito que as vendas estavam iguais ou maiores este ano . No faturamento de março, 50% dos comerciantes tiveram receita igual ou maior do que a do mês anterior.
O quadro de pessoal permaneceu estável, com 82% dos entrevistados mantendo o número de empregados. Para o instituto, este desempenho indica que os resultados positivos da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE referente a fevereiro deste ano
que mostrou alta de 8% nas vendas em comparação com fevereiro de 1999, devem ser revertidos na PMC de março.
De acordo com a sondagem do Ifec-RJ, a reposição dos estoques ficou em níveis ideais para 57% dos entrevistados, porque em fevereiro as empresas já tinham realizado as reposições necessárias. A tendência, para abril, é de aumento das encomendas, segundo o Ifec-RJ. Os prazos previstos para entrega foram mantidos iguais aos anteriores, de acordo com 90% dos gerentes.
Com isso, as mercadorias foram entregues normalmente para 70% dos pesquisados - índice menor do que o do mês passado, que ficou em 82%. Assim como em fevereiro, em março, os preços dos produtos e serviços comprados dos fornecedores pela maioria dos comerciantes (70%) apresentaram estabilidade em relação ao mês anterior.
Os principais segmentos a apontarem alta nos preços foram Materiais de Construção (47% dos entrevistados apontaram alta de preços) e Discos (42% dos gerentes afirmaram que os preços subiram).


