Idosos, com idade acima de 65 anos, estão entre os motoristas que, proporcionalmente, mais se envolvem em acidentes, perdendo apenas para os jovens com idade entre 18 e 24 anos. Mas a diferença entre o tipo de acidente é grande, segundo uma pesquisa da Associação Brasileira de Acidentes e Medicina de Tráfego (Abramet). Enquanto os acidentes envolvendo idosos são, na maioria das vezes, batidas leves, sem grandes danos físicos ou materiais, os motoristas mais jovens, em sua maioria, se envolvem em situações mais perigosas, devido à alta velocidade.
Uma comparação feita pela especialista em motoristas da terceira idade da Abramet, Luíza Yabiaku, mostra que nos Estados Unidos o maior número de acidentes envolvendo idosos acontece no momento em que eles vão cruzar uma via rápida. No Brasil, a maior incidência de colisões é na própria via rápida, quando os idosos vão mudar de faixa na pista. O resultado da comparação, de acordo com Luíza, demonstra que ainda sendo em lugares diferentes, o problema que causa esses tipos acidentes é o mesmo: a dificuldade em relação à visão lateral, ou seja, a perda do cone de visão.
Luíza explica que mesmo não sendo um empecilho para dirigir, as pessoas da terceira idade precisam de exames médicos de rotina. Outro detalhe é que a carteira de habilitação tem que ser renovada a cada três anos, e não mais a cada cinco anos.
A especialista ainda esclarece que de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro e com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é considerado idoso uma pessoa acima de 60 anos. Já outra Lei Federal segue as normas da Organização Mundial de Saúde, que classifica como idoso a pessoa acima de 65 anos.

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