Londrina - A Polícia Militar prendeu ontem um homem que invadiu uma casa e feriu dois idosos durante uma tentativa de roubo na Rua Monções, na Vila Brasil, na Área Central de Londrina. Após a invasão da casa, o homem feriu um oficial de Justiça de 69 anos e um disparo acidental atingiu a outra vítima, uma aposentada de 67 anos.
A prisão do invasor foi consumada com a ajuda de um vizinho das vítimas, um policial militar, que perseguiu o suspeito e acionou outros policiais que o prenderam em flagrante há algumas quadras do local do crime.
Segundo relato da aposentada Geralda Corrêa, ela acordou às 5h30 de ontem e quando foi abrir a porta dos fundos da casa, foi surpreendida pelo suspeito, de 33 anos. Após agredi-la com socos nas costas, o invasor foi surpreendido pelo irmão da vítima, armado com um revólver calibre 32. Os dois homens entraram em luta corporal na cozinha e um tiro foi disparado. A bala atingiu a perna direita de Geralda. Quando o filho do oficial de Justiça saiu em socorro dos idosos, o rapaz fugiu.
O policial que mora na casa ao lado (ele não quis ser identificado), começou então uma perseguição, primeiro correndo e depois de carro. Sem perdê-lo de vista, ele percebeu que o suspeito havia se alojado em um mocó na Praça da Copel, na Rua Chile. O suspeito ainda tentou fugir, mas foi preso na Avenida Santos Dumont, por policiais de moto.
O autor do crime tem uma vasta ficha criminal por furto e roubo, além de participar de pelo menos duas fugas em distritos policiais de Londrina. A polícia ainda tentava confirmar ontem se um segundo homem participou da ação. Ele estaria do lado de fora da casa para dar ''cobertura'' à invasão.
''Não desejo o que eu passei hoje de manhã pra ninguém. Inclusive estava ouvindo um programa policial no rádio e jamais imaginei que instantes depois seria eu a vítima'', diz Geralda, que trabalhou 18 anos no Detran e que tem a posse da arma usada pelo irmão desde 1971. ''Ele é mais forte que eu, agarrou a arma, que infelizmente disparou. Ele conseguir arrancá-la de mim e apontou pra gente, mas não sei por qual motivo, acabou desistindo de atirar. Devia estar muito drogado'', contou José, que se mudou para casa há apenas um mês.
Os idosos passam bem. Foram atendidos pelo pronto-socorro da Santa Casa e tiveram apenas atendimento ambulatorial.
A Vila Brasil tem 180 casas vinculadas ao Vizinho Solidário, uma forma de organização comunitária que orienta os moradores a apitarem no caso de alguma suspeita de presença de criminosos na rua.
Segundo o coordenador da organização, o funcionário aposentado da Sercomtel, João Alves da Silva, de 64 anos, disse que está estudando a adoção de um alarme que pode ser acionado de dentro das casas e que faz ruído na rua. ''Em casos como o de hoje (ontem), o alarme seria muito útil. Mas o mais importante é a conscientização. O cidadão também tem um papel importante na segurança pública. Deve usar o apito e ligar pra polícia quando desconfia de alguma coisa'', disse.

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