Idosos desconhecem mal de Alzheimer
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sexta-feira, 21 de setembro de 2001
Ellen Taborda <br> De Curitiba 
A maior parte das pessoas com mais de 60 anos não sabe o que é o mal de Alzheimer. A constatação é de uma pesquisa realizada em Curitiba ontem durante o Dia Internacional da Doença.
Durante todo o dia, cerca de 300 idosos responderam a questionários aplicados por estudantes de fisioterapia em uma barraca armada na Boca Maldita, tradicional ponto de encontro no centro de Curitiba.
Os dados da pesquisa não estavam compilados até o início da noite de ontem mas, de acordo com a assistente social Sandra Seixas, representante da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), a grande maioria das pessoas associa a falta de memória e outros sintomas da doença a sinais do envelhecimento.
Os idosos passaram por exames de avaliação de coordenação motora e de hipertensão. Folhetos com informações sobre a doença também foram repassados para cerca de 2 mil pessoas. Outros dois postos montados em shoppings de Curitiba também orientaram a população durante o dia de ontem.
De acordo com Sandra Seixas, cerca de 40% das pessoas acima de 85 anos desenvolvem a doença. ''É um número preocupante, principalmente por causa do envelhecimento da população brasileira'', disse.
Em todo o Brasil, 1,2 milhão de pessoas são portadoras de Alzheimer. Não há números sobre os casos registrados no Paraná, de acordo com a Secretaria Estadual da Saúde e nem programas específicos para os portadores da doença. A Abraz mantém parceria em Curitiba com a unidade de saúde Ouvidor Pardinho. Um sábado por mês, os familiares dos pacientes têm um encontro para discutir o tratamento.
Diante do grande número de pacientes e do impacto social, há um esforço entre cientistas do mundo todo para descobrir as causas da doença e remédios mais eficazes. ''O que sabemos é desanimador'', diz o professor de neurologia do comportamento da Universidade Federal de São Paulo, Paulo Henrique Bertolucci.


