Londrina - O terceiro andar do Royal Plaza Shopping foi contagiado pela alegria dos participantes da "Oficina Corpo e Voz para a 3ª Idade", uma atividade do Festival de Música de Londrina que culminou na apresentação artística de 35 idosos que demonstraram habilidades musicais e de expressão corporal para a plateia que prestigiou o evento.
A oficina foi comandada pelo educador musical Marcelo Caires Luz, que ministrou as aulas no Centro de Convivência do Idoso da zona oeste. Durante as aulas, pessoas com mais de 60 anos participaram de uma prática musical lúdica, cujo objetivo foi desenvolver novas habilidades, além de ser uma experiência inovadora de aprendizagem musical.
"Utilizo a educação musical para reverter alguns processos inerentes ao envelhecimento. A ideia é promover a socialização, a saúde, o desenvolvimento físico e também emocional dos idosos, visto que muitos deles sofrem com a depressão", explicou Luz, que é fundador do Centro de Desenvolvimento Musical Caires, em São Paulo, mestre em Gerontologia e autor de uma metodologia exclusiva de Escuta Sensível. Ele também é autor do livro "Educação Musical na Maturidade" e atualmente coordena o Departamento de Música e Educação Musical do SESC Regional de Rio Branco (AC).

Idosos demonstram habilidades musicais
Idosos demonstram habilidades musicais Idosos demonstram habilidades musicais Idosos demonstram habilidades musicais Idosos demonstram habilidades musicais Idosos demonstram habilidades musicais Idosos demonstram habilidades musicais Idosos demonstram habilidades musicais Idosos demonstram habilidades musicais Idosos demonstram habilidades musicais Idosos demonstram habilidades musicais Idosos demonstram habilidades musicais Idosos demonstram habilidades musicais Idosos demonstram habilidades musicais Idosos demonstram habilidades musicais Idosos demonstram habilidades musicais Idosos demonstram habilidades musicais Idosos demonstram habilidades musicais


De acordo com a gerente de Articulação Comunitária da prefeitura, Maria Ângela Santini, a procura pelo curso foi grande. "Tivemos quase 50 interessados em participar, por isso as vagas foram preenchidas muito rápido. É a primeira vez que estabelecemos esta parceria com o festival. É uma iniciativa nova e, para participar, não precisava ter experiência com a música", complementa.
Um dos participantes da oficina foi Wilson Gavetti, de 80 anos, que já faz aulas de ginástica no Centro de Convivência e aproveitou a oportunidade para aprender novas habilidades na oficina de educação musical. Orgulhoso, ele mostrou à reportagem que estava conseguindo se equilibrar em um pé só por dez segundos, capacidade que descobriu possuir depois das aulas.
O aposentado também gostou muito de treinar as sequências de gestos e movimentos e elogiou a paciência do professor. "Comecei fazendo as sequências bem devagar e depois consegui realizar tudo sem me perder", comemora.
Outra aluna da oficina é Maria Gomes Gonçalves, que também frequenta o Centro de Convivência "para fazer novos amigos". Sobre a oficina, ela disse que gostou muito porque as atividades são alegres. "Os ensaios foram muito divertidos, aprendi novos gestos e movimentos e achei as músicas muito bonitas", revela.
Ontem, logo após o espetáculo, Maria contou que foi tomada por uma "grande emoção". "A gente se sente muito feliz em mostrar nossa arte para o público. Todo mundo participou e aplaudiu, é emocionante", considera.

mockup