Idoso não precisa mais ficar preso à cadeira de balanço
"O perfil do idoso de hoje é bem diferente daquele de algumas décadas atrás." A constatação é de Cláudia Foltran, coordenadora da Política da Pessoa Idosa da Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social (Seds). Segundo ela, o idoso não precisa mais ficar preso ao esteriótipo da cadeira de balanço. "As pessoas da terceira idade de hoje se exercitam, muitos têm acesso a tecnologias como celulares e internet. Essa vida ativa é fundamental para envelhecer bem", diz.
Cláudia avalia o rápido crescimento da população idosa no País e as consequências que isso traz para as políticas públicas. "Houve muitos avanços, mas ainda temos muito o que caminhar. Além de toda estrutura de atendimento, é preciso mudar a mentalidade, criar a cultura do respeito", comenta. Segundo Cláudia, a maior violação dos direitos dos idosos ocorre dentro de casa. "Os casos mais comuns são de violência psicológica, com a negligência e a violência patrimonial, nos casos em que as aposentadorias são gerenciadas por parentes, em desacordo do idoso", expõe.
Neste ano, a secretaria direcionou as ações no fortalecimento dos conselhos de idosos nos municípios e a grande aposta são as atividades intergeracionais. "Os grupos de terceira idade são importantes, mas o idoso não pode ser segregado, convivendo só com outros idosos. A chave do respeito está na relação deles com pessoas de todas as idades", aponta.(C.F.)





