Idosa morre após inalar fumaça tóxica em Guarujá
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
Das Agências 
Guarujá - Leia Magalhães de Maria, de 68 anos, que morava no bairro Sítio Paecara, no distrito de Vicente de Carvalho (Guarujá-SP), foi sepultada ontem, no Cemitério de Vicente de Carvalho, em Guarujá. Ela morreu na segunda-feira em Jundiaí (SP). A Secretaria de Saúde da cidade disse que, segundo o laudo emitido pelo Instituto Médico-Legal (IML), a causa da morte declarada no atestado de óbito foi insuficiência respiratória, pneumonite química e inalação de fuligem e gases tóxicos.
Ela foi uma das pessoas que inalaram a fumaça tóxica produzida pelo incêndio em contêineres com produtos químicos, ocorrido na quinta-feira. A fumaça se espalhou para quatro cidades: Santos, São Vicente, Cubatão e Guarujá. Pelo menos 175 pessoas precisaram ser medicadas. O fogo só foi controlado na madrugada de sábado.
Um dia após o incêndio, Leia foi atendida com náuseas, vômito e asfixia em um hospital de Guarujá e liberada. Um de seus filhos a levou para Jundiaí, cidade onde ele mora. Com os mesmos sintomas, a aposentada voltou a ser encaminhada para uma unidade hospitalar, o Hospital das Pitangueiras.
De acordo com a Secretaria de Saúde de Jundiaí, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do município foi acionado e ela se queixava de vômito persistente há quatro dias.
A empresa Localfrio, responsável pelos contêineres incendiados, informou que ainda não foi comunicada oficialmente sobre a morte da idosa e que está apurando os fatos. A Prefeitura de Guarujá também disse que estava apurando o assunto.


